quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Blue Bird, Rimbaud e Linha Reta



Tudo na minha imaginação se trata de uma brincadeira de Deus, talvez um conto em que ele escreve a vida de todos nós, ou ele está jogando RPG com a sua criação invejosa.
Não sou religioso, mas não vejo mal em fazer tal comparação. Eu não lembro onde eu estava quando fiz tais comparações. Talvez no meu quarto em um momento de fome, caminhando pra encontrar um lugar pra fazer meus trabalhos, nos quartos onde costumava dormir, nas festas que costumava ir, mas sempre pensava nisso.
               
                Quando você realmente tem fome, você começar a pensar nos esnobes: Obama, Dilma, Fora do Eixo e em todo o resto da corja. Estava eu na Kingston morto de bêbado e fedendo a cigarro e bebida barata, tomei um belo gole e fui para a calçada tomar um ar e todos olhavam a banda. Então da calçado fui para o bar que fica em meu prédio por ser mais calmo e então subi para o meu quarto para dormir. Depois de dias acordando às 4 da tarde me senti contente por acordar as 10 e almoçar às 12 horas.

Acendi um cigarro e fui para a janela olhar as pessoas se divertindo em clube atrás de casa, e então decidi escrever e em seguida ler Kerouac, Bukowski, Fernando Pessoa, misturando Blue Bird com Rimbaud e Linha Reta, poemas malditos e poderosos. Quase que uma bíblia. Quando li os contos lembrei que os escritores são deuses o que me levou a lembrar que Deus também é um escritor, ou jogador de RPG.

Continuei lendo pra passar o tempo. Minha única companhia e a maioria sempre se fodia no final. Eles acabavam mais fodidos do que eu. O que me deixava aliviado, e esse é o truque pra não ficar triste no fim.

Vivem dizendo que não tenho chances a nada, pra eu desistir de tudo o que eu gosto, pra eu procurar um emprego. Há vontade de trabalhar e não de ser escravo. Gostaria que minha vida fosse só beber e esperar pela morte, mas meus pais me ensinaram a não esperar por ninguém. Não quero um casamento, nem filhos.


Não quero uma vida tradicional. Quero apenas perambular de cidade em cidade, trabalhar com o que eu goste, beber e morrer.