quarta-feira, 8 de junho de 2016

Casos do Acaso (2/7): Devaneios de Boteco.



Então sento em uma mesa de boteco.
Coço a cabeça calmamente.
Estou entre os taxistas, bêbados e passageiros.
Ouço conversas alheias.
Falam de futebol, cerveja e mulher.
Empurro o conhaque goela adentro.
Acendo um cigarro.
(...)
O chuvisco dar um charme ao dia.
O olhar se perde no meio daquela confusão.
Uma criança chora.
O Cachorro corre.
Pessoas correm pra resolver os seus problemas.
Os ônibus repetem sempre o mesmo caminho.
(...)
A vida e o seu ciclo vicioso.
E nos estamos fadados a viver nesse ciclo.
As pessoas nunca esperam.
Se importam demais com as burocracias e problemas.
Perdem o tempo fazendo coisas que não querem.
Sempre querendo tudo.
Esquecem que eles próprios são tudo o que têm e o que restam.
(...)
Me encontro no meio dessa correria.
Tomo outro trago do conhaque.
As moscas migram de uma mesa à outra.
As pessoas imitam as moscas.
O Esporte continua na tv.
Eu estou no meio de tudo isso.
Terminei o conhaque.
Levantei.

Fui embora sem ao menos dizer adeus...

Primeira parte.