quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Crise de convivência. Falta de existência



Foi como se eu escondesse todos os meus sentimentos mais puros em um papel de presente e entrega-lo pro meu maior inimigo guardar.
- Guarde consigo, por favor. Não precisarei deles por pavor. –implorei. - Não quero saber como isso vai acabar
- Então serei o seu carrasco. –disse meu pai.

Seu único erro foi ter-me por perto, por isso me mandou pra bem longe.
Não reclamei, nem me despedi.
Decidi ir sozinho em alguma parte do caminho.
Caminhei por uma estrada que parecia não ter fim.

- Deixe-me continuar caminhando. –Eu disse ao motorista. - A estrada me deixa mais próximo de mim mesmo. É mais seguro que todos fiquem longe.

Eu Sou a falta de esperança.
Eu sou a falta de vergonha.
Eu sou o receio do pedido de desculpa.
Eu sou a falta de humanidade.
Eu sou a noiva abandonada.
Eu sou o Grito do mudo.
Eu sou o nada de quem tem tudo.
Eu sou a asa quebrada do pássaro azul.
Eu sou ouvido do surdo.
Eu sou o beijo da moça que nunca foi beijada.
Eu sou tudo de uma pessoa que tem absolutamente nada. 

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