sábado, 12 de fevereiro de 2011

Então, eu sempre dou um jeito de complicar tudo por aqui, a cidade, as pessoas, o trabalho. Enfim, tudo.
Pode ser o calor, anda chovendo bem pouco essa semana. E as baratas surgiram outra vez no meu quarto, os mosquitos estão dominando a sala, daí não posso mais passar a madrugada toda aqui. A diversão é bem pouca e aparecem só de vez em quando, assim, quando mando alguém tomar no cú pra me sentir superior e pré-potente. O calor me faz suar tão rápido e tomar tantos banhos… mesmo com essas bobagens ainda me sinto em paz, longe de stress das pessoas “trancar as portar e dizer pro mundo que morremos”, e é assim que quero bem distante, e me deixar em paz eu e meu mundinho. Um final de semana em casa tomando minha cervejinha e ouvir as musica que mais amo, me faz entender o porquê desse gosto de casa e me tornei uma pessoa que perdeu o amor pelas ruas. Tudo por aqui também anda mais calmo, mas ainda não faz sentido, foi fácil me adaptar a essa nova vida, afinal fui eu quem decidiu levar uma vida assim, e agora quase não me vejo no meio de tudo aquilo em que eu vivi… Caminho um pouco pela praça. Cabelo crescendo rapidamente, um pouco menos relaxado e mergulhar em meus pensamentos em cada amanhecer e anoitecer. Aqui dá a sensação de que os problemas não estão distante, e sempre vai aparecer. Então espero aparecer, no meu santuário, e acabam explodindo aqui com uma bomba nuclear. Ando meio desorganizado. Desisti da festa de rock de hoje, esqueci os fanzines, horários de fazer as coisas. E meus finais de semanas são como um outro dia qualquer, mas segunda logo cedo já estou aqui tentando voar um pouco…
Sempre tentei fazer tudo, mas, tudo ao mesmo tempo. Então, olho o meu quarto pela porta e vejo o lixo que ele estar, tento dar uma geral nele, jogo coisas velhas fora. Quem dera se isso fosse uma geral assim tanto no meu quarto, quanto dei na minha vida, então volto a ver tudo escuro, viro um mandam. As pessoas sempre dizem que não mudo, sempre fico do mesmo jeito, uma hora amigável e num piscar de olhos me torno um arrogante, um cumulo de ignorância. Mas tudo bem. É o meu problema bipolar, pessoas que me aturam há tantos anos são muito guerreiros pra aturar meus altos e baixando constantes. Ok. Sou assim e não sei quando vou mudar esse meu lado.
Antes uma cachoeira de idéias vinha em minha mente e eu tentava fazer tudo ao mesmo tempo e raramente conseguia mais do que o resultado imediato. Agora to conseguindo botar em pratica alguns planos. Aqui anda quente? Quente pra caralho. Mas no meu santuário sempre dou um jeito de sumir o calor, o stress enfim tudo que me faz mal… e tudo vira um motivo pra curtir aquele fim de tarde. Tanto faz se for com uma bela xícara de chá ou uma cervejinha, bem aqui mesmo em casa. No lugar onde nunca conseguia ficar por mais de 6 horas sem pensar na diversão da rua...