segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

       Sinto a temperatura do asfalto em meu rosto.
Seria considerável se tudo aquilo fosse completamente verde, com a brisa de legumes e verduras?
Olhos quase fechados, dando as costas para quase tudo.
Minha vida resume-se em uma historia de descaso.
Acendo outro cigarro.
Ah pensamentos distantes, olhar perdido.

     Olho para aquela cidade e quase não me lembro dos dias em que tudo começou a ser desse jeito.
O descompassos dos passos vacilando e embriagado talvez não seja a questão.
Não tenho mais tempo pra certas indecências, e não quero me dar o luxo de uma vida sem paixão.
estou cansado da paixão embriagada.
Me cansei da paixão flagelada.
meus heróis morreram cedo.
De um jeito feio. Como seus cabelos e bigodes.

     Mas nada me dar gosto de ver a queda de algum inimigo, quando de madrugada escarrava todo meu ódio pra qualquer pessoa que não me dizia nada, os bares fecham as padarias abrem e eu continuo a tentar passar 24 horas andando por todo lugar, lembrando de tudo o que mais amei.
"aquela rua onde vivi minha infância inteira, e a metade da minha adolescência".

     Foda-se!!!
É, foda-se a minha péssima postura, os meus vícios, as minhas virtudes.
É tenho que perder a cabeça pra me sentir bem. Preciso gritar, preciso explodir.
Então foda-se meus vizinhos.
foda-se essa  cidade.
foda-se o papo dos taxistas que costumo conversar.
As pessoas são mais sujas que costumo caminhar.

Um comentário:

  1. Foda-se esses pensamentos insanos... Ás vezes, quero sumir... sair daqui e nào voltar mais. Antes, meu medo era as pessoas que eu deixaria pra trás e a realidade a frente. Agora, nào tenho mais medo. Mas não significa que não existe arrepios na espinha.. Gostei do teu texto. como sempre ;)

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