sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A dança das estações

Vem sem medo a meus braços, meu amor.
Que a tristeza não vai mais espreitar pelos cantos
e apertar assim o peito.
Fica assim, aqui perto,
que o teu cheiro me faz seguro,
teu calor me protege e teu corpo me cura o vazio.

Pra que brincar de ter razão?
É besteira não querer errar
e é tolice demais curtir a dor.
Deixa pra lá tudo isso
e vem dançar a dança das estações.

Ah, tenta não ligar pra essa gente
chata e sem graça.
São tolos demais
esses mortos cegos e adultos.

Gosto de te ver rindo
e da riqueza das coisas simples
que guardo qual tesouros.
E a beleza está em não ter pressa.
Que corremos demais, meu amor,
e é hora de parar, deitar na grama,
falar só besteira e rir da vida.

Ah, deixa isso pra lá
que esse mundo é todo errado.
Fica perto então
que tanta solidão já feriu demais.

Vem dançar a dança das estações.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quando o sono não vem, e é dificil de encarar...

Um final de semana sem dormir direito…
Durmo pesado, feito uma criança, mas no ultimo sábado ela veio com vontade
com um abraço poderoso!!!
É tão horrível quando ela faz isso, sempre chega sem aviso prévio,
pensei meio mundo de besteiras na hora enquanto tentava dormir.
Andei pela casa toda. Banhos. Altas Horas é tão sem graça.
Não sou mais fã de séries “acho que nunca fui”, porém, é a única coisa que dá pra assistir na madrugada.
Mas tudo pode ficou ótimo com aquela bela garrafa de Gim fica tão bom que até os papos sobre sexualidade das devotas pessoas que sempre vão ao programa do Serginho, se torna aqueles meus papos de fim de noite num boteco…
A hora não passava. E outro copo pra virar, outro cigarro pra fumar. Tudo tão chato, e eu me distraio e já estou pesado, com a garrafa pela metade, assistindo filme no meu quarto.
Olhos abertos que não descansam nada, nem a mente e o corpo.
Calor insuportável. Aí viro outro copo. Viro três copos de uma só vez…
Mas acho que consegui dormir,
pois quando dou por mim estava de joelhos com a cara na privada,
todo arrumado, tiro o cigarro do bolso e cai uma nota de 50 reais,
E pra completar não lembro do que aconteceu,
lembro apenas do meu rosto destruído no espelho…
Então vou descobrir a minha história sobre essa noite…

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Então, eu sempre dou um jeito de complicar tudo por aqui, a cidade, as pessoas, o trabalho. Enfim, tudo.
Pode ser o calor, anda chovendo bem pouco essa semana. E as baratas surgiram outra vez no meu quarto, os mosquitos estão dominando a sala, daí não posso mais passar a madrugada toda aqui. A diversão é bem pouca e aparecem só de vez em quando, assim, quando mando alguém tomar no cú pra me sentir superior e pré-potente. O calor me faz suar tão rápido e tomar tantos banhos… mesmo com essas bobagens ainda me sinto em paz, longe de stress das pessoas “trancar as portar e dizer pro mundo que morremos”, e é assim que quero bem distante, e me deixar em paz eu e meu mundinho. Um final de semana em casa tomando minha cervejinha e ouvir as musica que mais amo, me faz entender o porquê desse gosto de casa e me tornei uma pessoa que perdeu o amor pelas ruas. Tudo por aqui também anda mais calmo, mas ainda não faz sentido, foi fácil me adaptar a essa nova vida, afinal fui eu quem decidiu levar uma vida assim, e agora quase não me vejo no meio de tudo aquilo em que eu vivi… Caminho um pouco pela praça. Cabelo crescendo rapidamente, um pouco menos relaxado e mergulhar em meus pensamentos em cada amanhecer e anoitecer. Aqui dá a sensação de que os problemas não estão distante, e sempre vai aparecer. Então espero aparecer, no meu santuário, e acabam explodindo aqui com uma bomba nuclear. Ando meio desorganizado. Desisti da festa de rock de hoje, esqueci os fanzines, horários de fazer as coisas. E meus finais de semanas são como um outro dia qualquer, mas segunda logo cedo já estou aqui tentando voar um pouco…
Sempre tentei fazer tudo, mas, tudo ao mesmo tempo. Então, olho o meu quarto pela porta e vejo o lixo que ele estar, tento dar uma geral nele, jogo coisas velhas fora. Quem dera se isso fosse uma geral assim tanto no meu quarto, quanto dei na minha vida, então volto a ver tudo escuro, viro um mandam. As pessoas sempre dizem que não mudo, sempre fico do mesmo jeito, uma hora amigável e num piscar de olhos me torno um arrogante, um cumulo de ignorância. Mas tudo bem. É o meu problema bipolar, pessoas que me aturam há tantos anos são muito guerreiros pra aturar meus altos e baixando constantes. Ok. Sou assim e não sei quando vou mudar esse meu lado.
Antes uma cachoeira de idéias vinha em minha mente e eu tentava fazer tudo ao mesmo tempo e raramente conseguia mais do que o resultado imediato. Agora to conseguindo botar em pratica alguns planos. Aqui anda quente? Quente pra caralho. Mas no meu santuário sempre dou um jeito de sumir o calor, o stress enfim tudo que me faz mal… e tudo vira um motivo pra curtir aquele fim de tarde. Tanto faz se for com uma bela xícara de chá ou uma cervejinha, bem aqui mesmo em casa. No lugar onde nunca conseguia ficar por mais de 6 horas sem pensar na diversão da rua...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

       Sinto a temperatura do asfalto em meu rosto.
Seria considerável se tudo aquilo fosse completamente verde, com a brisa de legumes e verduras?
Olhos quase fechados, dando as costas para quase tudo.
Minha vida resume-se em uma historia de descaso.
Acendo outro cigarro.
Ah pensamentos distantes, olhar perdido.

     Olho para aquela cidade e quase não me lembro dos dias em que tudo começou a ser desse jeito.
O descompassos dos passos vacilando e embriagado talvez não seja a questão.
Não tenho mais tempo pra certas indecências, e não quero me dar o luxo de uma vida sem paixão.
estou cansado da paixão embriagada.
Me cansei da paixão flagelada.
meus heróis morreram cedo.
De um jeito feio. Como seus cabelos e bigodes.

     Mas nada me dar gosto de ver a queda de algum inimigo, quando de madrugada escarrava todo meu ódio pra qualquer pessoa que não me dizia nada, os bares fecham as padarias abrem e eu continuo a tentar passar 24 horas andando por todo lugar, lembrando de tudo o que mais amei.
"aquela rua onde vivi minha infância inteira, e a metade da minha adolescência".

     Foda-se!!!
É, foda-se a minha péssima postura, os meus vícios, as minhas virtudes.
É tenho que perder a cabeça pra me sentir bem. Preciso gritar, preciso explodir.
Então foda-se meus vizinhos.
foda-se essa  cidade.
foda-se o papo dos taxistas que costumo conversar.
As pessoas são mais sujas que costumo caminhar.