quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A vida vazia part 4: Corton-Charlemagne, o vinho do imperador.






Ela lhe encontra, e o cumprimenta com um beijo. Um beijo molhado, intenso e apertado.
Seus abraços cada vez mais apertados. As mãos dele apertam sua cintura enquanto as mãos dela acariciam seu cabelo.
Por longo tempo ficaram naquele ritual de beijos, abraços e caricias.
Os abraços vão ficando cada vez mais apertado de acordo com a intensidade dos beijos.
Seu corpo franzino sente os seus fartos seios, o beijo o faz sentir o mundo girar cada vez mais rápido, o gosto da bebida surgi no meio da dança de suas línguas.
O suspiro de amor e paixão flui a cada instante.
Ela tira a camiseta dele e o joga no sofá de uma forma tão víscera. Aquele olhar tão penetrante sobre os olhos dele, que parece que ela está enxergando sua alma.
Em seguida ela senta em cima dele e volta a beijá-lo.
 O cheiro da luxuria, do pecado e do tesão toma conta daquele lugar.
As mãos dele vão pedindo permissão pra passar em qualquer parte do corpo dela. Pois elas têm medo de machucá-la.
Seu corpo permite cada movimento. O tato, olfato e o paladar funcionam tão perfeitamente nesse jogo de sedução.

“- Você é o meu ócio... meu tesão... meu ópio... o único vicio que faz me sentir vivo.”

Ela para de beijá-lo e volta a olhar nos olhos dele, em seguida ele da um sorriso de canto e ela abre aquele sorriso no qual ele é apaixonado e se derrete todo quando olha o sorriso dela e aqueles olhos brilharem feitos os de uma criança quando ganha um brinquedo novo. Voltam a se beijar e ela permite ele tirar a sua blusa, em seguida seu sutiã. Depois ela abre o cinto dele sem deixa de beijá-lo.
Ele a deita no sofá e agora ele se torna o dono da situação. A seguir ele tira a bermudinha dela e depois ela tira sua calça e ficam seminus. Ele desliga as iluminarias e deixam a lua e as estrelas saber do resto.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A vida vazia part 3: Fim, tudo acabou feito Gim!



Teese Von:
- Então, não rola mais, acho que o encanto passou. Você some quando mais preciso de você, nossos beijos perderam a doçura, seu olhar não tem mais brilho, e seu abraço não é mais intenso.
 Já faz tanto tempo que o seu cheiro já não está em minhas roupas…

Ritchie:
- Ah porra, acontece que eu também tenho problemas, tu vive reclamando, também preciso de espaço, também preciso de você, e a maioria das vezes tu dar mais preocupações pras suas próprias coisas. E o pouco tempo que ficávamos juntos nunca brigamos, mas você sempre vem com os mesmos papos, as mesmas conversas, os mesmos martírios, então eu tinha que conversar por nós, eu tinha que esquecer você disso...

Teese Von:
- Acontece que acabamos tentando fazer um a cópia do outro, um esperando pela a atitude do outro.

Ritchie:
- Querida, então esse é o Cancro de qualquer relacionamento. A partir do momento em que botamos na cabeça essa história de um ser o clone do outro...

Teese Von:
- Na verdade acabou faz tempo. Não quero mais, Quero ficar sozinha, e sair mais com o meu ciclo de amizade, que nunca pode pertencer a você, assim como o seu ciclo de amizade já pertenceu a mim…
(...)

Ritchie:
- então ta, pode ir não se esqueça de jogar a sua chave pela janela, quando sair do Ap. beleza?

Teese Von:
- Sério, eu não queria isso, mas...

Ritchie:
- Mas eu me ausentei mesmo, te evitei mesmo. Sabe por quê? Por que estava cansado dessa nossa vida corrida, eu sou um pássaro não posso me prender aqui, também tenho uma vida, também tenho meus problemas. Eu estou farto de correr atrás de você. E agora que eu me ausentei, você sente minha falta? É melhor ser menos egocêntrica e egoísta. Pois o mundo não gira em torno de sua pessoa.
Acho que vou tomar um ar.


Teese Von:
- Tudo bem. Só vou pegar minhas coisas e irei.

Ritchie:
- Obrigado por me fazer sentir a amargura de um doce.
(...)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A vida vazia part 2: sexo, alcool e frustração



Ritchie está fazendo uma pequena turnê pelos bares do centro daquela cidade.
O céu esta escuro, nenhuma estrela pra iluminar aquela noite. O som das pessoas falando simultaneamente se misturando com o som do bar e com o barulho da banda marcial. Um outro bar pra pensar melhor na vida. Olhar perdido no balcão, o Rum corta sua garganta, enquanto o desfile de 7 de setembro acontece um pouco mais adiante, afastado.
Tristeza alternativa.
suas musicas preferidas não eram tocadas em publico, pois as pessoas daquele lugar tinham gostos fúteis e vulgar.
Casais passam por aquele ser solitário.
enxergam mas renegam a existência, pois eles querem mesmo comemorar o dia do sexo. Pessoas fazem sexo quase todo o dia e ainda tem motivo pra comemorar?

por isso que o mundo sofre com o mal da AIDS. Espero que uma DST abrace todos vocês até o ultimo suspiro.
Inveja? Talvez não, a solidão é tão companheira.
nenhum relacionamento realmente é como gostaríamos que fosse.


É um momento de solidão reflexiva…
Aquele momento, Aqueles pensamentos, a dose de Rum, aquela frustração.

- Amigo mais uma dose, dupla.

 meses se tornaram anos…
As lembranças embaçada, parece que não tinha começado há quase 4 meses atrás.
as lembranças já não pareciam mais ser dele.
Como se alguém tivesse contado pra ele tudo aquilo…
das conversas varanda do ninho de amor.
Aquele momento tão Gabriel Garcia Marques, tão Franz Kafka, completamente Em Linha Reta.
Será que ele e ela eram felizes como no final de qualquer conto de fadas?

As lembranças dos belos momentos, a risada tímida do primeiro encontro, as conversas nas escadas daquele parque, e os beijos nas esquinas viciadas… Agora eles não se preocupam com eles mesmos…
Sua aparência triste, tão vazio, vestígio de crise existencial.
 “ele é positivo de mais pra mais pra mostrar infelicidade”.

 O vazio em seu coração é esfriado com um gole de vinho que começou a tomar, pra poder ter o luxo da felicidade. Nem que seja instantânea que a bebida está lhe presenteando.
É uma frustração tão visceral.
Ali em uma sarjeta com seus pensamentos frustrantes.

- Sou eu uma pedra dessas que não pode se mover sem a ajuda de alguém? Suas doses, seus questionamentos, sua frustração.

-E antes disso agente planejava muitas coisas dentro de momentos completamente contrários a esse. E agora minha vida soa tão “Balada do corcel verde e velho.”

Memórias que não se apagam.
 E ele que já tinha experimentado de tudo…
Tantos momentos.
Tantos lábios.
Conseguiu fazer parte do mundo de varias garotas, recebeu tantos sorrisos.
E por mais que tivesse feito parte da vida de todas elas. Ele não sabia realmente como era o peso do abandono.
Nesses pensamentos e lembranças uma melodia tão perfeita que nada poderia compor. Era tão empolgante quanto às gigs que ele gostava de ir. Nada melhor que o som do silêncio, que fazia ouvir o grito mais alto de seus pensamentos mais distantes. À noite, sua vida, seu vinho.

Seus pensamentos passaram a ser “A seguir”.
A seguir, o silêncio tomará o espaço onde antes havia o jardim em que nós dois juramos ser felizes…

O caminho de volta pra sua casa fica a cada gole mais distante.
o cansaço expulsou metade dos alcoólatras do mesmo bar do inicio.

- Um copo até a borda de vodka.

- Ora Ritchie, hoje não quis dar seus pequenos shows particulares?

- Sabemos que hoje todos iriam atender ao meu pedido. Não iria gritar o foda-se pra cada um.

- Ainda bem, pois eu to cansado de te expulsar desse bar.

- Pois é seu Nelson, hoje eu não senti tesão em maltratar as pessoas.

Logo chega um antigo conhecido.

- Ta perdido Ritchie?

- Não! To tentando esquecer o que sempre me vem da lembranças.

- Cara, você não existe!

- então, eu também andei pensando nisso hoje de manhã…

- Por onde estava?

- Estava com bebidas, minhas lembranças, minha frustração, com problemas de relacionamentos.
um copo até a borda de Campari.

- Que merda!

- É a saidera, pra afetar minhas memorias…

- Pode crer então da uma dose?

- Ai véi, não fode essa é a ultima da noite.

- De boa, uma cerveja…

- A saidera de hoje.

- Ta certo, como quiser…

- então, minha diversão acabou…

entra no quarto dominado por baratas, mas bagunçado que o Carandiru, aliás se aquilo fosse o Carandiru as baratas seriam os carcereiros, na TV apenas um típico filme brasileiro.
E enquanto o sono não chega, a ânsia de vomito lhe consome por completo.
E mais uma vez ele descobre a igreja de todos os bêbados.
Dorme pensando em esquecer tudo o que aconteceu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A vida vazia


Dr. Abdi:
- Então, o que aconteceu dessa vez?

Ritchie:
- Não sei. Me sinto ausente de muitas coisas que vivi há quatro meses. Algo saiu do meu controle, nada ta sendo como planejei. Só bem que essa ausência me deu muitas asas...

  Dr. Abdi:
- De certa forma, isso é bom. Tente conhecer novos ares...
Tuas asas continuam fortes, talvez para sempre. Seus pés que fraquejam. Se depender de suas asas você chegara ao céu, e andara por novos horizontes. 

 Ritchie:
- Acho que queria ficar na mesma, cristalizando tudo ao meu redor.

  Dr. Abdi:
- Como assim? Ficar na mesma? Cristalizar tudo ao seu redor?

  Ritchie:
- É uma pergunta que eu não posso responder agora, às vezes parece que corro mais rápido que a velocidade das coisas.


   Dr. Abdi:
- Hum, em relação a que?

 Ritchie:
 - Em relação a tudo!
  
Dr. Abdi:
- Você não corre mais rápido que as coisas... Você só toma caminho diferente... Um atalho... Ou simplesmente... Outro caminho...

 Ritchie:
- Então acho que vou parar de trapacear.

Começou a olhar fixamente nos olhos de Ritchie...

Dr. Abdi: 
- Seria bom... Pra variar! Se você não ver a vida como um novo horizonte, vai ficar estagnado... Você tem que parar... Tente enxergar os fatos, compreender e seguir em frente... É claro que outros caminhos são válidos... Mas quando se tornam constantes... Se tornam fugas...
É bom acalmar os seus passos, pensar e agir... Em vez de buscar caminhos novos. Só precisa de outros momentos, novas formas pra caminhar 

Abdi lhe oferece um café e começa a olhar fixamente pela janela.

- Olhe. Essas pessoas correndo quase que sem rumo. Corre pra sobreviver, por que são obrigadas a correr. Cada dia que passa, eles querem que o mundo se exploda. Eles preferiam outra vida, eles se arrependem em cada noite de sono de não ser bem sucedidos. Elas ficam frustradas quando percebem que o mundo não fode a vida de ninguém, eles mesmo vivem numa orgia, um sacanea o outro, um quer progredir nas costas dos outros!

Dr. Abdi acendeu um cigarro e olhou mais fixo ainda pra correria na rua e continuou.

- E você acha que eu não me arrependo de querer entender a mente humana? Acha que eu não me fodo também? Acha que eu não participo dessa orgia? Eu só não vivo de um lado pro outro Mas tenho que ficar aqui e escutar pessoas idiotas como você que nem você. Falar que de todas as maneiras, pensar que a vida não faz sentido. Acha isso legal, garoto?
E pra foder mais com a própria vida não faz nada. Depois sai falando que as pessoas são ridículas e idiotas, que ninguém entende você e todas as suas cagadas.

 Olhou pra Ritchie com uma cara de nojo. Colocou uma dose dupla de Martini.


Ritchie:
- Um gole pra esses tempos sem sentidos em que vivemos. Na esperança de que alguém caia da sacada de qualquer andar desse prédio…

Dr. Abdi:
- Preste bastante atenção. Eu quero que você vá tomar no cú e foda-se os teus problemas, qualquer que seja eles. É problema teu. E eu Não posso fazer nada. Se você mesmo não sabe o que fazer com eles vou te dizer. Enfia ele no cú, engole, jogue no lixo. Mas tentar resolver pode até adiantar, mas sempre irão surgir outros. E eles sempre voltaram com outras caras, mais profundos, entende? Até o dia em que você decidir se jogar da janela do seu apartamento entende?

Chegou mais próximo de Ritchie, soltou à fumaça em seu rosto e continuou:

- Escuta idiota, quem me ouve quando estou com problemas? O Psiquiatra, lógico. e quem cuida da loucura dele?
Moral da estória, eu segui todos os meus sonhos, conquistei tudo o que queria, tenho uma bela esposa, dois belos filhos e um ótimo emprego.
E você acha que me sinto feliz por causa disso? Não sabe o “por que” disso tudo?
O “por que” disso tudo é que nada é o bastante pra gente, temos o coração vazio, sempre queremos algo novo, tudo que surgir não vai ser o bastante para nós, nunca estamos contentes como gostaríamos de estar.


Então vem cá garoto estúpido, vamos enfiar esses teus fúteis problemas dentro dessa garrafa de Martini e depois pensaremos o que faremos com todo o resto.