terça-feira, 20 de abril de 2010

Canção da juventude

 Dvagabundos (2006) 1° ensaio
 
                      (Hugo: voz/ Clezio: guitarra/ eu: bateria/ Kleber: baixo)

Canção da juventude
(letra:Billy Podre)

Aquilo que de cada tempo passado
Quando na vida direita não há brigas, nem coisas belas.
eu sempre desejo algo mais, 
do que ficar jogando coisas através de minha vida.

Domine seus demonios, 
deposite um pouco de coragem em si próprio.
A vida é bela como você é hoje,
possua uma vida de verdade.

Essa era encontrada por nós está tão confusa.
O que eu procuro longe, 
acabo encotrando aqui mesmo meio que sem querer
Cada pequena paz escondida de mim acaba se tornando um segredo
Talvez aquele plano de lutar por você tenha acabo.
O melhor realmente é te deixar ir!

Quando eu fiz essa letra em 2005, estava numa vida junkie, e ela talvez seja a unica coisa que tenho escrito  que sobrou daquela época. Perdi muitas coisas.
E essa letra fala muito daquela época, procurei expressa o maximo o que tava sentindo naquele momento, assim como faço hoje.
lembro que ela foi bem rejeitada pelo Kleber guitarrista da primeira da banda que toquei "A oitava", e ele que presou por algo mais pop, mais anos 80, (não que eu não goste dos anos 80, muito pelo contrario.)
Então Aquela época eu batia muito de frente com o resto da banda, eu era uma pessoa arrogante ao extremo por causa dos vicios, e queria levar muito a sério a coisa, por conta disso fazia tretas com outras bandas, manipulava todo um jogo entre a minha as outras. 
Disse um amigo meu outro dia: "-Billy tu era gala seca pra caralho!"

Mas voltando a musica, na época eu tinha acabado um relacionamento e quando escrevi isso eu mostrei pro Kleber, ele me disse que isso era pra minha ex namorada (que besteira).
mas na verdade é que essa é uma das letra é uma das mais adolescentes que ja fiz.
Quando somos adolescente e temos todas aquelas desavenças passageiras com nossos pais sempre idealizamos um lugar melhor, sentimos que aquilo está errado, quando não é verdade e quando encontramos um pequeno amor e queremos ficar, e esquecemos todos os problemas, deixamos de sofrer por
e deixamos de nos martirizar.
A vida é tão bela quanto a juventude, e ser jovem é ter pelo menos um pouco de coragem pra pular os muros da vida, os problemas carimbados em nossas costas, e tem o lance do "Maria vai com os outros", os que parece não ter uma vida de verdade, modistas que parecem sofrer de algum problema, que só segui a risca o que passa na Tv. Aqui na cidade estou cansado de ver gente assim, assim como em outros lugares, pessoas que querem posar de tal e não sacam nada de som e nem como surgiu o tal estilo, ja toquei com pessoas assim tbm, que só queria tocar o que estava na moda, o que estava tocando em programas de Tv, novelas e radios... (nessas horas agradeço de como musico ter sido uma pessoa chata e que batia de frente com o resto da banda.)
Tudo pra mim ao mesmo tempo era confuso, pois eu nunca sabia o queria, e nunca vivia em paz comigo mesmo, acabava entrando em contradição, e eu acabei me tornando uma pessoa meio fechada, deixei de contar segredos pros meus amigos, e tentava mostrar que eu estava bem, sempre brigava com os amigos mas no final via que era bobeira minha querer mudar a idéia e a vida de alguém e deixava os amigos seguir a suas próprias vidas.
 Talvez muitas bandas que toquei como a Dvagabundos, não época não deu certo por que idealizavamos muitas coisas, viviamos mudando o rumo da banda.
Lembro que eu desisti de tocar com a Dvagabundos no inicio de 2007, que era banda de amigos e entrei numa banda de garotas (quase na mesma época) por egoismo mesmo, sai sem dar nenhuma explicação, ou um motivo obvio deixei, o tempo mostrar.

Agora olho pra la e vejo o quão tolo fui trocar uma banda de amigos, pra tocar com pessoas que tinha bem dizer tinha acabado de conhecer, não digo que foi ruim como integrante de banda pois não foi tocamos varias vezes em eventos importantes da cidade e tivemos patrocinio, mas não era o que realmente aquilo que eu queria, queria algo mais a ver comigo, e havia muita dor e sofrimento, havia muitas brigas entre eu e o resto da banda e isso foi afetando a amizade que peguei com elas depois, por causa da minha dificil convivencia.
depois que sai da banda Rock School que no final passou a se chamar Sem limites em 2008, e junto com o fellipe inventamos a Molotov - 77 as coisas ficaram um pouco mais diferente não ouve brigas, nem discurssões, talvez por que aquilo era o que eu realmente queria, estavamos tocando uma coisa que eu realmente gosto.
E com a Libertários ta sendo melhor ainda, além de tocar o que gosto, eu faço isso com pessoas que na época eu nem me imaginava tocar com eles (que irônia!) evoluimos e decidimos tocar de uma vez por todas músicas nossas, ao contrario das outras que toquei que só tocavam covers, não procurava evoluir e sair daquela mesmice e continuar na mesma hierarquia da região. Agora as coisas mudaram pessoas que começaram a tocar junto comigo agora ja fazem músicas próprias em suas bandas.
Hoje ja estou melhor ao invés de discursão, ja existe conversas e procuro entender as outras pessoas, não sendo um egoista idiota, pensando só no que eu gosto e foda-se os outros.

Abraçus e cheiros
Paz, sorte e amor!
(Billy)

                                                         1° ensaio casa do hugo (2006)

Hugo, Klezio e eu 2° ensaio (2006)

3° ensaio (2006) participação da Jú.

Um comentário:

  1. Senti uma ironia naquele (que besteira), quando seu amigo disse que era pra sua ex HAIAUSHASIAUS euri :D

    O bom é que esse diário(como você disse), eu posso ler (: e você não vai esconder de mim \o/ KAPAOSKAPSOKPAOEKAPEOAKE

    te amo! ;*

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