quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A vida vazia part 4: Corton-Charlemagne, o vinho do imperador.






Ela lhe encontra, e o cumprimenta com um beijo. Um beijo molhado, intenso e apertado.
Seus abraços cada vez mais apertados. As mãos dele apertam sua cintura enquanto as mãos dela acariciam seu cabelo.
Por longo tempo ficaram naquele ritual de beijos, abraços e caricias.
Os abraços vão ficando cada vez mais apertado de acordo com a intensidade dos beijos.
Seu corpo franzino sente os seus fartos seios, o beijo o faz sentir o mundo girar cada vez mais rápido, o gosto da bebida surgi no meio da dança de suas línguas.
O suspiro de amor e paixão flui a cada instante.
Ela tira a camiseta dele e o joga no sofá de uma forma tão víscera. Aquele olhar tão penetrante sobre os olhos dele, que parece que ela está enxergando sua alma.
Em seguida ela senta em cima dele e volta a beijá-lo.
 O cheiro da luxuria, do pecado e do tesão toma conta daquele lugar.
As mãos dele vão pedindo permissão pra passar em qualquer parte do corpo dela. Pois elas têm medo de machucá-la.
Seu corpo permite cada movimento. O tato, olfato e o paladar funcionam tão perfeitamente nesse jogo de sedução.

“- Você é o meu ócio... meu tesão... meu ópio... o único vicio que faz me sentir vivo.”

Ela para de beijá-lo e volta a olhar nos olhos dele, em seguida ele da um sorriso de canto e ela abre aquele sorriso no qual ele é apaixonado e se derrete todo quando olha o sorriso dela e aqueles olhos brilharem feitos os de uma criança quando ganha um brinquedo novo. Voltam a se beijar e ela permite ele tirar a sua blusa, em seguida seu sutiã. Depois ela abre o cinto dele sem deixa de beijá-lo.
Ele a deita no sofá e agora ele se torna o dono da situação. A seguir ele tira a bermudinha dela e depois ela tira sua calça e ficam seminus. Ele desliga as iluminarias e deixam a lua e as estrelas saber do resto.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A vida vazia part 3: Fim, tudo acabou feito Gim!



Teese Von:
- Então, não rola mais, acho que o encanto passou. Você some quando mais preciso de você, nossos beijos perderam a doçura, seu olhar não tem mais brilho, e seu abraço não é mais intenso.
 Já faz tanto tempo que o seu cheiro já não está em minhas roupas…

Ritchie:
- Ah porra, acontece que eu também tenho problemas, tu vive reclamando, também preciso de espaço, também preciso de você, e a maioria das vezes tu dar mais preocupações pras suas próprias coisas. E o pouco tempo que ficávamos juntos nunca brigamos, mas você sempre vem com os mesmos papos, as mesmas conversas, os mesmos martírios, então eu tinha que conversar por nós, eu tinha que esquecer você disso...

Teese Von:
- Acontece que acabamos tentando fazer um a cópia do outro, um esperando pela a atitude do outro.

Ritchie:
- Querida, então esse é o Cancro de qualquer relacionamento. A partir do momento em que botamos na cabeça essa história de um ser o clone do outro...

Teese Von:
- Na verdade acabou faz tempo. Não quero mais, Quero ficar sozinha, e sair mais com o meu ciclo de amizade, que nunca pode pertencer a você, assim como o seu ciclo de amizade já pertenceu a mim…
(...)

Ritchie:
- então ta, pode ir não se esqueça de jogar a sua chave pela janela, quando sair do Ap. beleza?

Teese Von:
- Sério, eu não queria isso, mas...

Ritchie:
- Mas eu me ausentei mesmo, te evitei mesmo. Sabe por quê? Por que estava cansado dessa nossa vida corrida, eu sou um pássaro não posso me prender aqui, também tenho uma vida, também tenho meus problemas. Eu estou farto de correr atrás de você. E agora que eu me ausentei, você sente minha falta? É melhor ser menos egocêntrica e egoísta. Pois o mundo não gira em torno de sua pessoa.
Acho que vou tomar um ar.


Teese Von:
- Tudo bem. Só vou pegar minhas coisas e irei.

Ritchie:
- Obrigado por me fazer sentir a amargura de um doce.
(...)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A vida vazia part 2: sexo, alcool e frustração



Ritchie está fazendo uma pequena turnê pelos bares do centro daquela cidade.
O céu esta escuro, nenhuma estrela pra iluminar aquela noite. O som das pessoas falando simultaneamente se misturando com o som do bar e com o barulho da banda marcial. Um outro bar pra pensar melhor na vida. Olhar perdido no balcão, o Rum corta sua garganta, enquanto o desfile de 7 de setembro acontece um pouco mais adiante, afastado.
Tristeza alternativa.
suas musicas preferidas não eram tocadas em publico, pois as pessoas daquele lugar tinham gostos fúteis e vulgar.
Casais passam por aquele ser solitário.
enxergam mas renegam a existência, pois eles querem mesmo comemorar o dia do sexo. Pessoas fazem sexo quase todo o dia e ainda tem motivo pra comemorar?

por isso que o mundo sofre com o mal da AIDS. Espero que uma DST abrace todos vocês até o ultimo suspiro.
Inveja? Talvez não, a solidão é tão companheira.
nenhum relacionamento realmente é como gostaríamos que fosse.


É um momento de solidão reflexiva…
Aquele momento, Aqueles pensamentos, a dose de Rum, aquela frustração.

- Amigo mais uma dose, dupla.

 meses se tornaram anos…
As lembranças embaçada, parece que não tinha começado há quase 4 meses atrás.
as lembranças já não pareciam mais ser dele.
Como se alguém tivesse contado pra ele tudo aquilo…
das conversas varanda do ninho de amor.
Aquele momento tão Gabriel Garcia Marques, tão Franz Kafka, completamente Em Linha Reta.
Será que ele e ela eram felizes como no final de qualquer conto de fadas?

As lembranças dos belos momentos, a risada tímida do primeiro encontro, as conversas nas escadas daquele parque, e os beijos nas esquinas viciadas… Agora eles não se preocupam com eles mesmos…
Sua aparência triste, tão vazio, vestígio de crise existencial.
 “ele é positivo de mais pra mais pra mostrar infelicidade”.

 O vazio em seu coração é esfriado com um gole de vinho que começou a tomar, pra poder ter o luxo da felicidade. Nem que seja instantânea que a bebida está lhe presenteando.
É uma frustração tão visceral.
Ali em uma sarjeta com seus pensamentos frustrantes.

- Sou eu uma pedra dessas que não pode se mover sem a ajuda de alguém? Suas doses, seus questionamentos, sua frustração.

-E antes disso agente planejava muitas coisas dentro de momentos completamente contrários a esse. E agora minha vida soa tão “Balada do corcel verde e velho.”

Memórias que não se apagam.
 E ele que já tinha experimentado de tudo…
Tantos momentos.
Tantos lábios.
Conseguiu fazer parte do mundo de varias garotas, recebeu tantos sorrisos.
E por mais que tivesse feito parte da vida de todas elas. Ele não sabia realmente como era o peso do abandono.
Nesses pensamentos e lembranças uma melodia tão perfeita que nada poderia compor. Era tão empolgante quanto às gigs que ele gostava de ir. Nada melhor que o som do silêncio, que fazia ouvir o grito mais alto de seus pensamentos mais distantes. À noite, sua vida, seu vinho.

Seus pensamentos passaram a ser “A seguir”.
A seguir, o silêncio tomará o espaço onde antes havia o jardim em que nós dois juramos ser felizes…

O caminho de volta pra sua casa fica a cada gole mais distante.
o cansaço expulsou metade dos alcoólatras do mesmo bar do inicio.

- Um copo até a borda de vodka.

- Ora Ritchie, hoje não quis dar seus pequenos shows particulares?

- Sabemos que hoje todos iriam atender ao meu pedido. Não iria gritar o foda-se pra cada um.

- Ainda bem, pois eu to cansado de te expulsar desse bar.

- Pois é seu Nelson, hoje eu não senti tesão em maltratar as pessoas.

Logo chega um antigo conhecido.

- Ta perdido Ritchie?

- Não! To tentando esquecer o que sempre me vem da lembranças.

- Cara, você não existe!

- então, eu também andei pensando nisso hoje de manhã…

- Por onde estava?

- Estava com bebidas, minhas lembranças, minha frustração, com problemas de relacionamentos.
um copo até a borda de Campari.

- Que merda!

- É a saidera, pra afetar minhas memorias…

- Pode crer então da uma dose?

- Ai véi, não fode essa é a ultima da noite.

- De boa, uma cerveja…

- A saidera de hoje.

- Ta certo, como quiser…

- então, minha diversão acabou…

entra no quarto dominado por baratas, mas bagunçado que o Carandiru, aliás se aquilo fosse o Carandiru as baratas seriam os carcereiros, na TV apenas um típico filme brasileiro.
E enquanto o sono não chega, a ânsia de vomito lhe consome por completo.
E mais uma vez ele descobre a igreja de todos os bêbados.
Dorme pensando em esquecer tudo o que aconteceu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A vida vazia


Dr. Abdi:
- Então, o que aconteceu dessa vez?

Ritchie:
- Não sei. Me sinto ausente de muitas coisas que vivi há quatro meses. Algo saiu do meu controle, nada ta sendo como planejei. Só bem que essa ausência me deu muitas asas...

  Dr. Abdi:
- De certa forma, isso é bom. Tente conhecer novos ares...
Tuas asas continuam fortes, talvez para sempre. Seus pés que fraquejam. Se depender de suas asas você chegara ao céu, e andara por novos horizontes. 

 Ritchie:
- Acho que queria ficar na mesma, cristalizando tudo ao meu redor.

  Dr. Abdi:
- Como assim? Ficar na mesma? Cristalizar tudo ao seu redor?

  Ritchie:
- É uma pergunta que eu não posso responder agora, às vezes parece que corro mais rápido que a velocidade das coisas.


   Dr. Abdi:
- Hum, em relação a que?

 Ritchie:
 - Em relação a tudo!
  
Dr. Abdi:
- Você não corre mais rápido que as coisas... Você só toma caminho diferente... Um atalho... Ou simplesmente... Outro caminho...

 Ritchie:
- Então acho que vou parar de trapacear.

Começou a olhar fixamente nos olhos de Ritchie...

Dr. Abdi: 
- Seria bom... Pra variar! Se você não ver a vida como um novo horizonte, vai ficar estagnado... Você tem que parar... Tente enxergar os fatos, compreender e seguir em frente... É claro que outros caminhos são válidos... Mas quando se tornam constantes... Se tornam fugas...
É bom acalmar os seus passos, pensar e agir... Em vez de buscar caminhos novos. Só precisa de outros momentos, novas formas pra caminhar 

Abdi lhe oferece um café e começa a olhar fixamente pela janela.

- Olhe. Essas pessoas correndo quase que sem rumo. Corre pra sobreviver, por que são obrigadas a correr. Cada dia que passa, eles querem que o mundo se exploda. Eles preferiam outra vida, eles se arrependem em cada noite de sono de não ser bem sucedidos. Elas ficam frustradas quando percebem que o mundo não fode a vida de ninguém, eles mesmo vivem numa orgia, um sacanea o outro, um quer progredir nas costas dos outros!

Dr. Abdi acendeu um cigarro e olhou mais fixo ainda pra correria na rua e continuou.

- E você acha que eu não me arrependo de querer entender a mente humana? Acha que eu não me fodo também? Acha que eu não participo dessa orgia? Eu só não vivo de um lado pro outro Mas tenho que ficar aqui e escutar pessoas idiotas como você que nem você. Falar que de todas as maneiras, pensar que a vida não faz sentido. Acha isso legal, garoto?
E pra foder mais com a própria vida não faz nada. Depois sai falando que as pessoas são ridículas e idiotas, que ninguém entende você e todas as suas cagadas.

 Olhou pra Ritchie com uma cara de nojo. Colocou uma dose dupla de Martini.


Ritchie:
- Um gole pra esses tempos sem sentidos em que vivemos. Na esperança de que alguém caia da sacada de qualquer andar desse prédio…

Dr. Abdi:
- Preste bastante atenção. Eu quero que você vá tomar no cú e foda-se os teus problemas, qualquer que seja eles. É problema teu. E eu Não posso fazer nada. Se você mesmo não sabe o que fazer com eles vou te dizer. Enfia ele no cú, engole, jogue no lixo. Mas tentar resolver pode até adiantar, mas sempre irão surgir outros. E eles sempre voltaram com outras caras, mais profundos, entende? Até o dia em que você decidir se jogar da janela do seu apartamento entende?

Chegou mais próximo de Ritchie, soltou à fumaça em seu rosto e continuou:

- Escuta idiota, quem me ouve quando estou com problemas? O Psiquiatra, lógico. e quem cuida da loucura dele?
Moral da estória, eu segui todos os meus sonhos, conquistei tudo o que queria, tenho uma bela esposa, dois belos filhos e um ótimo emprego.
E você acha que me sinto feliz por causa disso? Não sabe o “por que” disso tudo?
O “por que” disso tudo é que nada é o bastante pra gente, temos o coração vazio, sempre queremos algo novo, tudo que surgir não vai ser o bastante para nós, nunca estamos contentes como gostaríamos de estar.


Então vem cá garoto estúpido, vamos enfiar esses teus fúteis problemas dentro dessa garrafa de Martini e depois pensaremos o que faremos com todo o resto.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

solitários na cidade




Acho tão estranho esse lance de solidão.
E acho mais estranho é a maneira única do comportamento das pessoas perante o lado triste e solitário.
Nunca consegui escrever algo que não retratasse realmente a solidão.                        
E se tratando disso, sempre acabo Pensando nas promessas eternas de amor, as eternas  promessas de companheirismo das pessoas planejam.

Sempre quando saio costumo ver pessoas caminhando solitárias, pessoas com olhares perdidos, pensamentos  longe, até eu mesmo me vejo no lugar deles, mas meus pensamentos estão sempre voltado pra necessidade dessas pessoas, pro que elas sentem, pro que eles devem está pensando.
Pessoas desencantam quando são machucadas por outras.
acho tão estranha as diferentes maneiras que elas tentam encarar.

 solA pior parte é que elas não conseguem ter os mesmo pensamentos, ficam com medo de tentar de novo, deixam de acreditar nas pessoas (Quero voar, mas cortaram minhas asas).                                            

Uma das coisas que sempre fazemos na nossa solidão é espairecer, refletir sobre nossos problemas, andar por ai, ir à um lugar calmo, sentar em baixo de uma árvore...

O mais engraçado no meio de tudo isso éque sempre pensamos que estar tudo errado, mas la no fundo nós sabemos que de certa forma foi melhor.
E no final pensamos quão tolos fomos em fazer de tudo pra agradar aquela pessoa que gostamos e ela não deu a minima pra gente.

domingo, 22 de agosto de 2010

"Assim chega o fim de semana e eu sei que algo vai mudar..."

Meus finais de semanas agora sem net, são longos, chatos e profundos, talvez se eu parasse para ouvir Joy Division eu faria o mesmo que o vocalista. Então resolvi romper de uma vez com “minha promessa anti-bebidas alcoólicas por 1 longo mês” e mais chato que a minha vida é a maldita praça. Ela é tudo de bom para as pessoas que não tem o que fazer.
E quando eu não passo a madrugada aqui, eu paro pra ver TV, enquanto a “sacanagem mundana” corre solto lá fora. Essa época do ano é muito quente. E  a madrugada fica agradável, sinto saudade da chuva batendo na janela, aquele cheiro de terra molhada… Sexta escrevi um livro e fiquei com preguiça de postar, na verdade foi muito contraditório, sábado a noite é pior que meu domingo, ontem já estava truvisco no final do Little Miss Sunshine. Assistir TV madrugada é pior. Assistir a rede Globo é uma merda, tirando os filmes cults que passa, porque altas horas e uma família da pesada é um porcaria. Na Band, aqueles filmes de pervetidos que não arrajam uma mina legal pra passar a noite, abraçados e acabam se refugiando pra lá, fora a MTV que não me agrada muito, e na minha TV passa canal do boi, e Tv escola. Graças a um problema na antena parabólica minha TV pega apenas esses canais, Então eu fico limitado e acabo vindo pra frente do pc, ou então vou para o meu quarto e acabo assistindo os mesmo filmes que assisti no mês passado, mas até que gosto… mas prefiro assistir qualquer besteira, do qe assistir um psicólogo barato dos seguidores do deus de Moisés. Até o café me faz dormir. Um clima agradável e a rua com uma neblina sépia por causa das luzes dos postes. Não posso colocar as musicas que gosto, pois maioria dos botões do controle não funciona. Então acordo e escrevo mais, abro uma cerveja, e logo em seguida desmaio. Acordo tarde com aquela bela sensação de que o mundo morreu e esta só você junto e seu quarto vivo, minhas idéias funcionam lentamente… e o calor bruto arde… Mesmo assim ataco a cafeteira e me sento na cama, coloco outro filme… Falo qualquer coisa com o Donald, relacionamentos e etc. E sempre lembramos que deveríamos sair daquele tédio e ir pra algum lugar mais feliz. Sempre penso nisso. Mas eu sou muito mal acostumado. Mesmo quando não estou aqui o tédio sempre me faz uma visita e começa a me abraçar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sem querer, eu não consegui controlar as coisas ao meu redor.
E não me oferece nenhum café ou chá, só algo que me deixe fora de mim.
Então não me deixe preocupado, ou me estressar de mais.
Minha mente não quer voar, e é tão ruim pensar que estou longe de você querendo largar tudo por ter medo de tentar, querendo tudo e provando o nada sem poder ouvir os comentários que eu queira escutar.

Juro, eu sou o que você sempre quis procurar mesmo com os meus vícios de querer ser bem menos do que eu queira ser. Fingindo não olhar para mais além, fingir não ver o que eu não quero sentir, e querer está bem mais perto de você, pra poder me sentir bem, quando eu sinto que querer te ter é bem maior que só vontade de ser.
Mas odeio imaginar que eu tenho tanto pra fazer, mas nada que me faz querer mudar de ser assim.
Talvez não.
A vida não me tem me dado o ócio de displicente que me abraça com a tristeza de querer ser feliz, o destino conspira contra mim, que faz me jogar ao acaso, pra encontrar o que não consigo entender, só pra tirar de minhas mãos sentindo o beijo de outro adeus.
Me faz de idiota em sonhar com quem me iludi em ter uma felicidade. Quem me beija e orienta quem me abraça e me observa?
Talvez eu nunca queira mudar!
É tão chato voltar para casa depois de dias, continuando tudo o que sinto ser imperfeito, sentindo a minha cama vazia na beira de um precipício, eu fico bem na beira vendo as pessoas passar me fingindo ser forte e acostumado…
Sem poder te acompanhar, pois estou acostumado, e te ver passar, eu te convido toda vez:

- Suba aqui e vamos nos embriagar, fumar um cigarro, conversar. Falar de nossas novas vidas que é tão ruim quanto às outras, que é tão vazia quanto as nossas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A visita


  


Então Donald vem me visitar.
Entre café e cigarros falamos um monte de coisas inúteis.
Entre musicas e papo, outro cigarro.
Falamos da vida alheia e das nossas também.
Falamos mal de política, futebol e policial.
Quando cansamos de café passamos para o chá.
(…)
Alguns centímetros o sol queima a rua.
Machucando minha visão de quem acabou de acordar.

Eu:
- Então me conte alguma coisa pra me deixar feliz?

Donald:
- Ela!

Eu:
- Ela quem?

Donald:
- A “Ghlads”!

Eu:
- Hum, sonhou com ela de novo?

Donald:
- Ahan.

Eu:
- Legal. Perae os filhinhos insuportáveis da vizinha estão querendo comprar bombons.

Donald:
- Tu não gostas de crianças?

Eu:
- Gosto, mas não tenho paciência.
 
Donald:
- Tu é muito estranho.

Eu:
- no duro? Então me conte outra novidade?!
(...)

Então passamos horas falando 
sobre relacionamentos, dinheiro, problemas e trabalho.
(...)

Eu:
- Amigo, ainda to com sono.

Donald:
- Velho, tu engravidou alguém?

EU:
- Não. Por quê?

Donald:
- Tu vive com sono.

Eu:
- Não engravidei ninguém, pois odeio sexo.

Donald:
- Ai bicho, tu é gay?

Eu:
- Só porque eu não gosto de sexo, não quer dizer que eu não goste de garotas. Então pega mais café, estou falando com ela pelo msn.

Donald:
- Humm... Rum, Rum, ta afim mesmo dela, né safado!

Eu:
- Pega mais café, que só mais um pouco eu durmo aqui.
(...)

E nós insistimos no mesmo jogo de tabuleiro que vive se tratando bem ou mal.
Fazendo planos toscos pra sair da rotina.
No fim da tarde vamos à praça tomamos uma cerveja.
E começamos de novo a mesma conversa que tivemos no inicio do dia.
Mas não temos outra coisa pra fazer.
Não temos outros assuntos pra falar.
Não temos outra coisa pra tomar.
(...)

E agente sempre se perde.
Na parte mais idiota e monótona desse filme que a gente sempre conversa.
Sentados na praça, no meio da multidão.
Estamos calmos de mais pra correr como as outras pessoas.
Nos sentindo jovens de mais pra começar a correr.
E mais um dia passa sem dizer adeus…

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bebida de boteco

  

Já tentei escrever um monte de coisas para esse Fanzine.
E ao mesmo tempo pro outro.
E sinceramente se eu puder acho que me tornarei um jornalista.
hahahaha.
É estranho, mas acho que to gostando desse tipo de trabalho.
Às vezes eu fico até tarde da noite, e tenho milhares de idéias, pego meu caderno,
e fico escrevendo milhares de coisas pra não esquecer.
Nem que eu escreva besteiras.
Durmo pensando no que escreverei amanhã,
E quando surge algo eu ligo a luz, pego a caneta e o caderno e escrevo,
pois eu sou muito esquecido. hahahaha.
Sou assim mesmo
Então, to mudando completamente minha rotina,
quase nem estou saindo de casa, e estou maneirando mais meus os meus vícios,
esse é o motivo que me faz trabalhar mais.
É lógico ainda estou vivo eu ainda dou um role pela rua no final da tarde, fico na praça assistindo o fluxo de pessoas na rua,
aos fins de semanas vou encontrar com os amigos e beber um pouco...
afinal também sou filho de Deus. hahahaha.
Desde criança eu gosto de desenhar e escrever, se eu tivesse guardado,
mostraria pra vocês minhas anotações.
Outro dia eu encontrei um poema que era pra ser uma musica da minha primeira banda isso em 2005,
Estava jogado no meio de uma antiga escrivaninha onde guardava meus desenhos.
Eu encontrei muita coisa que eu achei foda que pra época, eu tinha 16 anos, uma vida completamente desregrada, rebeldia, álcool, drogas e tudo mais. Mais isso é uma estória que deixarei pra outro dia.
Uma das minhas maiores paixão é escrever e compor, ter uma banda de punk rock.
Pode não parecer mais é uma caso sério de amor extremo, hahahaha.

Sinceramente, esses tipos de coisas eu não faço pensando o que as pessoas querem ouvir ou ler, nesse caso eu sou um fdp de um egoísta, eu faço por mim.
Minhas angustias e idéias, quando subo num palco eu extravaso toda minha raiva.
Falo mal se puder, falo merda, mando todo mundo tomar no cú,
e não respeito a nenhuma regra que possa existi no local.

Cada vez que eu faço isso, eu me sinto muito aliviado, mais leve, tiro aquele nó da garganta.
Acho que por isso estou fazendo Fanzine.
Mesmo que saia com erros ortográficos eu procuro passar pras pessoas o que to sentindo, e me sinto mais completo.

Eu me amarro em escrever coisas no meu Orkut, e mandar para os amigos.
Mas sou fãn mesmo é do papel e da caneta, tudo do jeito antigo.
Entregar pessoalmente e sentir a satisfação pessoal, e depois saber o que a pessoa achou ver o quarto uma zona, papel pra um lado, canetas e grafite pro outro,
poemas perdidos cola derramando no chão, enfim aquela zona toda.
Eu sou viciado em fazer fanzine também porque eu deixo o meu quarto um caos.
hahahaha.

Depois que termino, eu pego um trocado e tiro um exemplar pra ver como ficou,
depois dou o ultimo retoque e "já uera", "o vaitisse".
Depois vou a qualquer lugar onde tire xérox, e tiro os exemplares. Já me tornei inimigo de muitas dessas papelarias, já ouvi muita bronca, pois eles sempre deixam falhas, e eu peço pra eles tirarem de novo.
Passo um tempinho esperando ela terminar, pra depois eu ver todos os erros. hahahaha
É disso que eu gosto de toda essa correria.
E gosto não se discute...
Em menos de um ano deixei de ser um junkie sedentário,
pra ser um junkie, fanzineiro, meio sedentário. Já é um grande passo. hahaha.
Ainda sou jovem, ainda tenho muita coisa pela frente, pra fazer e contar pra vocês.
To com milhares de problemas pessoais, se eu pudesse contar tudo eu contava,
mas isso vou deixar vocês entenderem em algum manuscrito.
Só sei que fiz um monte de coisas que só atrasou a minha vida...
Talvez eu tenha sorte de ter amigos que ainda me aturam quando estou bêbado, (mas porra, todos bebem que também são meio pé no saco).
Como diria o Diego: - "porre é uma raça muito unida!”.
Hahahahahaha.
Eu vou está distribuindo a segunda edição a parti do dia 15/04, se tudo der certo!
E é isso.
Está acabando a primeira edição do bebida de boteco,espero que tenham gostado .
PS: dúvida, intrigas, troca de idéias ou qualquer outra coisa meu contato está na capa de traz.
Cheiro

Paz, sorte e amor

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

essa música me diz tanto Que nem sei como não tem meu nome.



                    Não é pedir demais querer ficar em paz,
Trancar as portas e dizer pro mundo que morremos.
Fica então aqui, que é tão ruim estar assim
E eu já não quero mais silêncio.
Aumenta o som que essa música me diz tanto
Que nem sei como não tem meu nome.
Sou uma criatura estranha, com uma solidão tamanha,
Daquelas que sempre tem que estar perto de alguém
Pra conseguir ficar bem, e que quando não tem ninguém faz manha.
"Monte Dourado" é assim, mas acho tão bom dormir
Ouvindo a chuva na janela e embaixo das cobertas.
Então me abraça que é só você que eu quero
E eu quero ser tudo pra te ver sorrir.
Eu cresci assim, menino genioso e impulsivo,
E acho que gosto desse meu jeito.
Uso as mesmas camisetas, sempre tenho mil problemas
Nunca escondo meus defeitos.
Sempre ligo pros amigos quando me sinto sozinho,
Mesmo sem nada pra dizer.
Sempre digo que consigo e às vezes até acredito.
E às vezes até que me dou bem.
E hoje eu só quero ficar com você,
Aqui mesmo em casa vendo tv.
A gente faz graça sobre nossos planos
E enganos desses "vinte" e poucos anos.


"Eu acho essa musica tão minha cara quanto à de quem escreveu."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A maldição da pipoca. (parte: 1)




(...)

Billy:
-Que filme é esse?

Brunno:
-Premonição 4.

Juninho:
- Égua, esse filme é foda velho. Tu tem nojo, depois tu se mata de ri.

Billy:
- Vamos assisti?

Juninho:
- Ta Billy, mas só se tu fizer a pipoca. To com fome e é a única coisa que tem pra comer aqui em casa.
 
Billy:

- Ta beleza, então vamos logo, que eu quero voltar pra casa, antes das 04h, tenho coisas mais interessantes pra fazer lá.

Brunno:
- O quê ficar matando o teu vicio de internet?

Billy:
- não, vou me ocupar com o cú dos perguntadores!

Risos sarcásticos”.

Juninho:
- Sim, vai fazer a pipoca.

Billy:
- Ta, me passa a manteiga, odeio óleo tem muito colesterol, o sal...

Juninho:
- Não, mano faz com arisco é melhor.

Billy:
- Ta, mas depois eu vou jogar sal.

Juninho:
- Tem umas Castanhas-do-pará aqui, vamos comer enquanto isso?

Billy:

- No duro?

Brunno:
- tu sabias, que Castanha-do-pará retarda o envelhecimento, basta comer uma por dia.

Billy:
- ah, então quebre 5 pra eu comer, não quero envelhecer, odeio velhos, são nojentos e ta tudo caído, chatos e caducos e bem mais inúteis que eu, a única coisa que eu queria e que eles tem é a aposentadoria, andar de ônibus sem pagar e...

Brunno:
- Não idiota, só tem que comer uma por dia, pois nela contém selênio.

Billy:
- E qual a diferença entre comer uma ou cinco?

Juninho:
- Ah, já vão começar é?!

Billy:
- é ele que é chato.

Brunno:

- cala a boca e faz a pipoca!

Billy:
- vai tomar no cú!

...Minutos depois...

Billy:
- Pronto, galera, a pipoca está pronta!

Juninho:
- Hum, ta gostosa essa pipoca, parabéns.


Brunno:
- pior, billy, quer casar comigo?

Billy:
- Amigo não rola!

Brunno:
- Por quê?

Billy:
- por que tu não tens um órgão genital chamado “Vagina”!

Brunno:
- Não, mas não preciso de vagina pra gente casar, é só pra ti fazer a comida mesmo, daí tu vai atrás de sua vagina na rua.

Billy:
- Odeio sexo, é uma ideologia de hippie e eu nem sou maconheiro pra seguir aquele movimento que já morreu junto com o woodstock. Eles são apenas lembranças de uma era pós-guerra.

Juninho:
- Vai te fuder Billy! Cala a boca e vamos assistir ao filme!

Billy:
- Brunno, me dar um pouco desse teu suco.

Juninho:
- ta fraco, o teu irmão fez ontem quando veio em casa...

Billy:
- Credo. Odeio suco de Manga!

Brunno:
- Tu não gostas de suco de Manga, billy?

Billy:
- Se eu gostasse não ia dizer que odeio. ¬¬

...Minutos depois...

Juninho:
- Mano, faz mais pipoca pra gente?

Brunno:
- é sim Billy, faz mais pipoca lá!

Billy:
- Calma aí caralho, deixa eu pelo menos assistir a primeira parte do filme.

Juninho:
- foi mau ai bicho!

Billy:
- Aperta pause ai que eu vou fazer essa porra.

Brunno e Juninho:
- ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!! \o/

...15 minutos depois...

Billy:
- Ta pronto seus fofoqueiros!

Brunno:
- Essa ta melhor, menos salgada.

Juninho:

- então joga mais sal, eu gosto de coisas bem salgadas!

Billy:
- menino do céu, num viaja tu ainda morre de pressão alta.

Juninho:
- Espera aí vou aqui no quarto e já volto.

Billy:
- Para com tua macacada Brunno, te quieta, caralho.

Brunno:
- vem pra porrada?

Billy:
- para ai, veado, meu celular ta tocando, ai porra minha mão ta ardendo essa panela ta tão quente, que nem o pano protege.

Brunno:
- NÃO COLOCA EM CIMA DO SOFÁ VAI QUEIMAR ELE.

Billy:
- pior!

Brunno:
- PORRA BILLY, OLHA O QUE TU FEZ!

Billy:
- TO VENDO, NÃO PRECISA LEMBRAR.

Brunno:
- CARALHO PERAE.

Billy:
- HAHA. HARRY FODA-SE DAQUI A POUCO TU ME LIGA BELEZA?

Géssica “Harry”:
- O que aconteceu?

Billy:
- NADA PORRA, APENAS UM ACASO, TCHAU.

Brunno:
- CARALHO BILLY, PERAE PRONTO, SERÁ QUE ESSE PANO ELE VAI VER?

Billy:
- PUTA QUE O PARIU!!! COMO EU VOU DIZER PRO JUNINHO ESSA PORRA? A MÃE DELE VAI MATAR EU E ELE. VAMO LA COM O JUNINHO.

Billy:
- Juninho, tu não acredita no que aconteceu...

Juninho:
- Bicho, eu não acredito que vocês derrubaram a pipoca no chão.

Brunno:
- Não, pior.

Juninho:
- Quebraram a TV, o DVD, o som?

Billynho:
- Não porra, pior! Porra, velho foi sem querer, foi mal!
“Risada cínica, porem de medo”.

Juninho:
- Mostra lá!
- PUTA QUE PARIU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nesse momento eu penso em ir comprar uma cerveja bem gelada, mas lembrei que tenho que dar um tempo de 1 mês”.

Brunno:
- Hahahaha!

Billy:
- Para de ri Brunno, olha pro meu desespero e pro desespero dele. “rindo cinicamente porém com medo”.

Brunno:
- Uma musica pra esse momento. Hahahaha.

Juninho:
- ah, já foi, vamos comer pipoca e continuar assistindo o filme.

... Depois de alguns minutos de silêncio assistindo o filme, e pensando no buraco no formato de uma bunda que ficou no sofá.

Billy:
- Cara, tu ainda ta pensando no sofá?

Juninho:
- to!

Brunno:
- não vou mais comer dessa pipoca!

Juninho:
- eu não to mais com fome, acho que foi o sofá.

Billy:
- descunjuro, isso ta medonho, nem eu!

...Instantes depois...

Billy:
- O que foi Juninho?

Juninho:
- Nada, to pensando como é que vou contar pra mamãe. Tenho que inventar uma estória.

Brunno:
- Diz que foi o Billy!

Juninho:
- Não fode.

Billy:

- vai lá Brunno, inventa uma estória rapidinho. Tu que é ninja pra isso.

Juninho:
- Já sei, vou botar culpa no Fernando, é, é isso que eu vou fazer.

Billy:
- Não, o Fernando não! Vamos colocar a culpa na Tami, ai agente se vinga com estilo.

Juninho:

- Não, a mamãe já sabe que eu não quero ver ela nem pintada de ouro.

Billy:
- Merda!

Brunno:
- Já sei, só colocar culpa em mim...

Juninho:
- Tu Brunno?

Billy:
- Tu brunno?

Brunno:
- Sim, a tua mãe pensa que sou serio, acho que ela não vai me matar, como faria com o Billy.

Juninho:
- Então ta.

Billy:
- Então ta.

Enquanto o filme continuava, as mortes animadas aconteciam eu não parava de pensar no buraco com formato de bunda, aquilo estava me dando vontade de vomitar, as mortes já não me faziam ri, eu pensei na mãe do Juninho metendo bronca nele e no Brunno.

Até que ficar seriamente, sem animo pra ri das mortes interessantes do filme, pensei num cigarro e pensei em ir embora.

Juninho estava pensando na treta que ia rolar, eu pensando nas tretas que iam rolar, e o Brunno pensando como a próxima morte iria acontecer no filme, até acabar.

...to be continued...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

o lado certo da vida errada




Sempre fui uma pessoa errada, que tenta fazer tudo nos conformes.
Mas sempre lembro que não sou a pessoa certa pra fazer as coisas erradas.
 Eu sempre perco a paciência comigo mesmo, por ser tão assim.
É tipo o lado certo da vida errada, uma musica triste e melancólica como trilha sonora de um romance. Hahahaha…
Ah! Vai saber! Talvez isso faça parte do meu jeito de ser. Nunca gostei de ser o “Zé certinho”, mas também não curto bancar uma de “bad boy” pra querer chamar a atenção de alguém, e comentar sobre isso me dar nojo.

Outro dia eu estava em um churrasco na casa de um amigo. Vi os garotos da “gangue gangrena”. Um bando de moleque novo querendo posar de maluco, querendo bancar uma de tal, dono da situação, saca? Até que a mãe de um deles aparece e faz certa confusão, os únicos que estavam dando atenção eram os amigos dele, o meu amigo que tava promovendo o churrasco na casa. Eu nem quis me meter, o problema não era meu, e isso é uma coisa que to tentando para de fazer “não me meter meter onde não sou chamado”. A casa não é minha, e o moleque é bacana, mas não o tenho como um amigo.
Então o máximo que pude fazer foi observar e ficar rindo da situação
Enfim, isso não vem ao caso.

Parece que a cada dia estou mais recluso, ainda não perdi o pique pra certas coisas, sempre tento me manter no controle da minha vida, mas sempre algo corre pro lado errado da “coisa” que me deixa confuso, e me sinto um merda.
Só sei que nessas férias, eu precisava de um pouco de paz, e esquecer metade dos meus demônios. Deixei de pensar em coisas profundas, de refletir sobre a vida. Precisava de algo mais. Falar besteira, rir de tudo, fazer besteiras, esquecer do mundo e viver só o momento com os amigos que há tempos não via. De escutar outras conversas, ver o sol nascer de outra maneira, lembrar de merdas feitas no passado.
Essas férias me fizeram sentir, que, tenho sim uma bela vida, sem limites. Que eu posso quebrar qualquer regra, deixar de me preocupar com coisas fúteis, ainda sou jovem e acho que tenho mesmo que correr atrás do tempo que perdi. E nada vai me fazer pensar diferente sobre esses últimos 35 dias. E se eu pudesse reviver tudo de novo, eu viveria, fazendo as mesmas coisas, rindo das mesmas besteiras, se for pra sentir saudades disso tudo que eu vivi então não quero esquecer de nenhum segundo sequer.

Ta aí, talvez eu não seja o “Zé certinho”, nem o “bad boy” da história, sou tão normal como qualquer outra pessoa… Quer saber, Acho que vou colocar algo na minha mochila, fazer algumas ligações e sair desse tédio, dar uma volta. É, aproveitar meus 21 anos, É isso mesmo...

Não sou mais adolescente, mas ainda ta muito cedo pra crescer!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

“Quem quer um emprego um emprego pra só fazer nada, quem quer compromisso sem ser de nada?”

Estou acordando cedo quase todos os dias, meu trabalho vagabundo começa. Vou pra frente do pc, ainda de pijama e sem escovar os dentes, a xícara está até a borda de café quente, no cinzeiro o primeiro, o segundo, o terceiro cigarro do dia, e as musicas que eu gosto estão tocando nas caixinhas de som.
Da mesa do pc uma bela vista para a estante de bebidas alcoólicas.
Aparece o primeiro cliente, e eu não gosto da índole dele. Começa o desenho animado no qual eu paro todos os meus deveres pra assisti-lo.
Olho todos os dias as mesmas fotos, bate as mesmas nostalgias, então fico pensativo e confuso, minha mãe chega da academia e meu irmão dorme até as 11 da manhã. Olho para o celular e penso em ligar pra qualquer pessoa só pra não me sentir sozinho com meus pensamentos, mas a maioria dos meus amigos são alcoólatras como eu, todos os dias eles tem uma bela noitada. No meio do dia pego mais café e vou para frente de casa. Olho os Pms entrando e saindo do quartel. A vizinha evangélica me olha e eu dou “bom dia” e ela responde com um sorriso de “daqui a pouco ele vai pegar uma dose de pinga e ir pro quarto e ouvir alto as mesmas musicas”. As crianças vêm pra comprar bombons, então sai o almoço, e eu já estou no quarto perturbando os vizinhos com as musicas altas, até pegar no sono.
No final da tarde coloco uma roupa, coloco algumas coisas na mochila, vou pra geladeira pego uma cerveja e caio pra rua, meu pai me olha e diz “-esse veado vai chegar embriagado novamente”. Dou um beijo na testa da minha mãe e digo que voltarei tal horário, mas faço tudo errado.
Encontro os amigos e temos uma noite de rara beleza, se embriagando até tarde da madrugada, depois volto pra casa como um cachorro sem dono e sem pudor.

E quem disse que isso também não faz parte do meu show?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

viajem pro casamento part.4 ( Belém - mosqueiro, o Tédio me consumiu até na praia da diversão)



Saímos de Belém, por volta de 11 da manhã, não me lembro direito (afinal ainda estava tonto de ressaca e de sono) arrumamos tudo na mala. Minha mãe e fomos embora... quando chegamos na auto estrada, estávamos escutando radio e tive contato com a (merda cultural paraense).
Viajamos e todo mundo conversando e rindo... Aquela diversão, e eu calado na paz apreciando a paisagem até que passamos pela fabrica da nova skin (eu acho).
eu fiquei olhando o lugar onde é produzido um dos meus maiores vícios eu estava doido pra fumar um cigarro e tomar uma cerveja, mas não podia pois eu já sou alcoólatra pra minha família.
Passamos por pastos, palafitas, até chegarmos numa ponte linda, e me encantou muito ela é completamente longa, e o rio estava seco então víamos lençóis de areias.
Logicamente com o meu humor afiado eu soltei um “se a largura do rio Jarí fosse desse tamanho a ponte que vai ter sobre ele, seria mais utópico ainda!”.
Passamos por uns vilarejos e logo depois víamos entrada bonita, logo um pouco depois de asfalto e floresta chegamos a Mosqueiro, cidade feia no inicio (nem laranjal do Jarí é tão feio quanto aquilo que eu vi), e quando fomos chegando perto da praia foi ficando bonito, parecia ser outro mundo, casarões, bem cuidadas e do outro lado da rua a zona que rola em qualquer praia, flanelinhas, bares, vendedores de cocos garotas bonitas e com o corpos amostra, atletas enfim, tudo que encontramos numa praia de qualquer pais.
Chegamos na outra casa, vi uma piscina e um criadouro de peixe então decidi pescar.
Enquanto tomava uma cerveja, fumava um cigarro pegava peixes eu ficava tão feliz, afinal eu gosto de pescar, mas os peixes me odeiam...
Depois fomos a praia, na sombra de uma arvore estávamos felizes, a diversão total e minha irmã e meu cunhado fazendo a cabeça da minha pra comprar uma casa lá (até que seria uma boa) então fui pular nas ondas de água doce... por alguns minutos e voltei, e continuei bebendo e ouvindo todo mundo falar, tava falando pouco (não que, eu não estivesse gostando, mas porque eu não tinha um assunto legal pra tratar com eles). Então ficamos lá até umas 16h00mi.
E voltamos fiquei pescando um pouco, e depois voltei a praia, parecia estar mais animada, que antes.
Sentei na areia senti o vento levando ela contra mim, fiquei ouvindo musica, e pensando na vida com uma cerva na mão (pode ter certeza, fazer isso é melhor na pratica do que na teoria.) voltei depois de ver um belo por-do-sol.
Logo de noite fomos à praça central de lá, (pior que a praça central de Monte dourado).
A verdade é que tava sendo meio estressante, ainda tava me sentindo preso, só, eu comecei a prestar atenção nas coisas e nas pessoas.

Depois voltei e dormir não quis muito papo, eu estava cansado.
No outro dia acordei cedo e fui pescar, não rolou muita coisa, só que sem querer pesquei o mesmo peixe duas vezes. Hahahaha.
E voltamos pra Belém antes do almoço, minha mãe e minha tia ficaram no terminal rodoviário. Minha mãe ia visitar meu tio, e minha tia ia pra fazer nada (ainda bem, pois eu não ia agüentar aquela bomba querendo me dar um esparro).

Fiquei na varanda, fumando e olhando pro colégio da esquina, estava tão animado até que, uma cadeira voa pela janela do segundo andar do colégio (eu fiquei assustado com aquilo.) nessa hora minha irmã foi lá comigo, e disse pra ela o ocorrido de forma irônica. (-esse colégio tem uma bela hospitalidade com seus alunos!).
Não demorou muito apareceram ambulância, carro da policia e carros de jornais, aquilo já tinha virado uma zona.
Só que fui almoçar, tenho mais o que fazer do que ficar vendo aquela arruaça. Logo depois, a senhora muito legal, que é a tia do meu cunhado, me chama dizendo que tinha uma garota me chamando.
Quando olhei pela varanda, era a “vaca” da Géssica, daí começou minhas andanças por Belém, já não usava mais ônibus e nem carro. Mais isso é outra estória.

continua no proximo episódio!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

viajem pro casamento part. 3 ( Belém - Castanhal - Belém, um bebum no casamento)

Então, decidimos ír, já tínhamos o carro, o motorista, os passageiros, faltava as necessidades básicas, um cd cheio de musica, saber o caminho, e passar na faculdade onde Alex estuda, e ele tirar a desculpa...

Até então, beleza. Fomos à faculdade e depois fomos a casa dele, demoramos um tempão esperando ele gravar o cd, enquanto isso estávamos na garagem do prédio onde ele mora....
Ele chega e começamos ouvir demos do ramones, até as mais enjoadas, nos perdemos, e ficamos andando em circulo um tempão pelo centro de Belém, até encontrarmos o caminho, paramos num posto, e fizemos uma comprinha básica, umas latinhas de cervejas, cigarros e gasolina, e fomos embora, entre um gole, de cerveja, um trago de cigarro, eu olhava um fluxo de carro tão grande...
Logo rolou o trânsito e buzinadas por todas as partes.

Eu sempre levo comigo, que quando estamos no meio de um trânsito, cada buzinada que escuto, é uma mãe sendo xingada, um chifre surge na cabeça do motorista, e por ai vai.

 Passamos um bom tempo no meio do trânsito, afinal tínhamos ido à hora do rush.
Chegamos à auto-estrada, ouvindo ramones, tomando cerveja, todos estavam indo quase a cega, quem era o guia era o Everton moycano.

Sinceramente eu só pensava numa música do dance of days chamada:
Interlúdio para um bar de estrada.
Enquanto olhava a BR pelo farol e a escuridão, rapidamente me imaginei aqueles filmes de terror... ou num de comedia bem cult, que esqueceram como fazer nos dias de hoje...
E eu nunca vi um cara pra conhecer o caminho tão bem como o Everton
 
Um bom tempo depois. Paramos em um outro posto e batemos na sala de conveniência...
A Letícia queria levar só as cervejas mais caras, e nisso já estávamos quebrados.
Estávamos por conta do Alex a essa altura do campeonato.
Fomos indo e chegando a Castanhal eu vejo o cristo redentor quando era criança... Hahahaha!

 Fomos indo deixar a dona Letícia na casa dela, num gueto, e ela já parecia está bem bêbada, ela estava explicando o caminho da casa dela, e quando éramos pra dobrar pra esquerda, ela disse direita, e quando íamos dobrando pra direita ela disse é pro outro lado.
Hahahaha.
Chegamos a casa dela tomamos nossas cervejas, conversamos e decidimos voltar, e a mãe da garota, começou a brigar com ela, e eu e meu amigo já queria ir...
A mãe dela tava bem dizer expulsando agente de lá, até que ela convenceu. Agente dormir na casa dela.
Ela estava com sede de bebida, e arranjou um saquê e tomamos estava muito cansado àquelas horas “Aquela região de Belém sempre me deixa com sono cedo”, e dormir,
Eu só ouvia entra e sai conversas e risadas e apaguei.

No outro dia de manhã eu acordei e como sempre eu faço, finjo que estou dormindo, e todos estavam batendo papo, e eu só ouvindo a conversa deles. Teve uma hora que a mãe dela, disse que agente tava se drogando, e começou uma conversa la até que o negocio foi ficando serio, e eu só na minha.
Depois quando estavam num clima estava de paz acordei.
Daí a mãe da garota disse pro meu amigo que ele parecia um professor que ela teve.
E ele era muito bonito... Hahahaha.
Tomamos café com cuscuz “eca”, e depois uma missão de levar um cachorro pulguento e cheio de carrapatos pra um canil “eu acho” sei que ficamos enrolando por lá um tempão até que bateu o sono, só que aquela casa por excesso de cachorros pulguentos tinha muita pulga, e com medo de dormir ali na cama da garota, enquanto um ficando acessando a NET dela, o outro tocava os “50 maiores sucesso de ramones” num violão sem uma corda, e a outra ficava arrumando suas coisas, pois ela ia embora pra São Luis do Maranhão, ela estava me convencendo a ir com ela e dizer que eu tinha sido assaltado e tudo mais, até conseguir uma grana legal, e eu mais dormindo que acordado perguntava se ela comia merda.
Então deu a hora de levar o cachorro pulguento pra onde tínhamos que levar.
Fomos embora até chegar num distrito, e ficamos sem rumo até que um cara decidiu adotá-lo, eu olhava pra ela, ela estava lagrimando.
E depois disso fomos há um bar ali pelo centro de Castanhal mesmo, tomamos 3 cervejas e tinha uns policiais apaizana numa praça do outro lado da rua, daí a cerveja acabou e decidimos dar um tempo na praça até os policiais irem, na hora que eles dobraram uma esquina agente foi embora, fomos parar num shopping.... Tomamos mais 2 ou 3, e fomos lá com a mãe da garota, ela pediu dinheiro pra almoçarmos e depois fomos numa churrascaria de R$ 4,50, era comida pra animal, daí eu fiz amizade com o dono da churrascaria dizendo que não era da cidade só tava passando uns dias na cidade, conhecendo o lugar e talz. Daí toda hora o cara ia lá conversava e fez um desconto e fez por R$: 4, 00, e fomos a casa dela nisso ela ia voltar com agente pra Belém, estávamos cansados e com sono. Pegamos as coisas dela, e pegamos estrada de volta, a garota deitou no meu colo, e eu dormir caiu uma chuva típica da região, enquanto eu dormia lá no fundo ouvi um barulho de freada, e me espanto rapidamente olhando pra um lado e pro outro pensando que tinha rolado acidente, perguntei o que tinha acontecido daí Everton diz que o Alex “o motorista” cochilou no volante. Um pouco depois disso, minha mãe me ligou pro celular do Everton, ele disse que já estávamos chegando.
Chegando a Belém fui direto pra casa da minha irmã.
Minha mãe muito puta comigo, meu pai me dando bronca e minha tia me chamando de irresponsável, e eu com calado na minha e relaxado bem “dane-se vocês, to porre mesmo” tomei meu banho e me arrumei. Uns 30 minutos depois a cambada foi pra igreja que não era ali na outra esquina, fiquei lá na frente da igreja com a maior cara lavada, e fui sentar num daqueles malditos bancos de madeira, estudei todos o ambiente e ela é mais uma típica igreja católica.
Era 2 casamentos em 1, quando entrou o primeiro casal nem me importei mais quando foi a minha irmã e vi as lágrimas caindo de seu rosto e ela com uma cara de choro, juro meu queixo deu uma tremidinha, passamos um bom tempo em pé e eu nem me agüentava mais, depois que sentamos eu baixei a cabeça e coloquei minha entre pra fingir que estava pensativo, só que na verdade estava cochilando, tinha um coroa do meu lado e do outro lado sentou um cara e ficaram conversando e eu fiquei entre os dos ouvindo a conversa, sei que um se levantou eu acho e me assustei, nessa hora o padre estava falando uma teoria sobre o casamento e fazendo uma comparação com as estações.
E todo mundo estava sorrindo, e eu perdido no meio daquela multidão, depois disso foi aquelas juras de casamento e acabou e jogamos arroz e tudo mais, depois fomos pra festa e tomei mais cerveja, eu estava entediado, bêbado e com sono.
Se não fosse o sobrinho do meu cunhado toda hora ir me perturbar e ficar brincando comigo eu dormiria ali mesmo.
Encontrei uns amigos que moraram há muito tempo atrás na rua da minha antiga casa.
E ficamos conversando um bom tempo até que eles foram embora, um pouco mais cedo, foi divertido tirando a parte do violinista cafona “porém muito bom” que me deixava com mais sono ainda.
Quando estava quase pra dormir minha mãe disse que já íamos embora, cheguei na casa da minha dormi num tapa, enquanto meu pai, minha mãe, e meu pai ficavam falando de sobre a festa.
No outro dia quando acordei, minha irmã disse que vieram uma menina e dos rapazes atrás de mim, ela bem dizer expulsou, quando fiquei sabendo fiquei puto e disse que era pra ter me falado pra pelo menos ir lá falar com eles.
E tomei meu café e fiquei na sala assistindo a TV, e fui lá pra trás e ficamos conversando com as cunhadas da minha irmã, e começamos a tomar cervejas o resto da cerveja da noite anterior. Quando foi umas 3 ou 4 da tarde marquei com um amigo meu pra ele passar lá pra irmos na praça da republica tomar uma birita, botamos o papo em dia no ônibus e depois fomos em uma loja de acessórios de rock compramos um boton e continuamos indo lá com a mina do cara.
Então voltamos pra praça da bandeira até umas 6 da tarde quando decidimos um duelo de limão “corote” ele me deixou bebendo sozinho, depois fomos à casa de alguém pra fazer não sei o que.
Sei que eu já tava trebado. Ainda dei um esparro num emo empolgado, depois disso fiquei trocando idéia com um maluco até meus parceiros me deixaram na mão isso agente já ia emendar pra outro canto e o pessoal de casa ia pra Mosqueiro.
Então, conheci outro garoto que ia pro mesmo rumo que eu, e ele me disse onde parar. E foi de boa cheguei em casa de boa, toquei a campainha e pedi pra eles abrirem a porta pra mim.
E nessa hora tinha lembrado que meu tinha voltado de viajem no mesmo dia fiquei meio mal, mas tudo bem, então minha tinha disse que eu era muito folgado daí eu disse que “se ela não conhecia ninguém com quem sair de noite o problema não era meu, e tinha que parar de encher o saco”.
No outro dia quando acordei todo mundo arrumando as coisas e eu não entendi direito, mais íamos pra Mosqueiro, e fui na barca.

To be continued...

sábado, 15 de maio de 2010

viajem pro casamento part. 2 (gente feia exite em qualquer lugar do mundo, pelengo pra ir se diverti)

No aeroporto de Belém passamos uns 15 minutos esperando minha irmã e meu cunhado, enquanto esperava eles chegarem me bateu uma vontade de fumar, mas não podia porque me deixaram fudido cuidando das malas enquanto meu pai fumava fora do aeroporto e minha mãe e a minha tia ficaram olhando as malditas lojas do aeroporto.
Até que fiquei puto porque “porra todo mundo fazendo o que gosta e eu fudido”.
Enquanto isso a única coisa que eu podia fazer, era olhar tudo de longe, e andar poucos metros de distâncias das malas, ou ficava olhando aquelas placas no teto, onde mostra um ponto turístico de alguma cidade, e então uma pergunta e tem as alternativas.
Até me diverti um pouco, logo minha irmã chegou “foram os 15 minutos mais longos até hoje”.
Arrumamos tudo no carro, e fomos embora.
Esse dia estava mais afiado que o normal, enquanto apreciava a cidade e minha irmã dizendo cada local, eu soltei logo um comentário e disse:
-Égua mas nessa cidade só tem gente feia!
Hahahaha
O meu cunhado disse que se eu falasse aquilo no casamento eu iria ser espancado.
Então continuamos indo pra casa dele, enquanto eles falavam, eu quieto apertado, enquanto alternava meus olhares entre os admirados prédios e aquelas pessoas feias.

Pelo amor de Deus, a ultima vez que tinha visto tanto fluxo de gente feia na minha vida, foi no aniversário de Monte dourado, onde abriram a porta do inferno e só saíram os mais feios. 
Ou então no Poeira bar onde o slogan é uma puta propaganda enganosa “Poeira bar, lugar de gente bonita.” É tudo mentira, la é um lugar onde, vai malacos, putas, playboys que curtem melody, enfim é um caldeirão.
Lá é um lugar aberto então o negocio é tenso, e escroto.

Mas voltando ao assunto, cheguei à casa da minha irmã, uma casa bem bonita, aparentemente de classe média, localizado em um bom bairro.
Cheguei lá conheci meus aposentos, quarto no fundo do quintal.
 A distância dera de 10 metros da casa principal.
Daí eu conheci as irmãs do meu cunhado, a sogra da minha irmã, pessoas legais, brincalhões, e apoiavam minha vida regrada a álcool, rua, e curtição.
Sempre dava voltas no quarteirão enquanto fumava uns cigarros.
Até o tédio me pegar, sorte que meu cunhado liberou o notbook dele e fiquei na net ele colocou um nitendo WI, então comecei a baixar as musicas e ver vídeos.
Tirando isso eu não tinha nada pra fazer a não ser andar pelo quarteirão, fumar e olhar as pessoas de cima do da varanda do segundo andar, onde toda noite via as estrelas deitado no chão, e olhava o céu nenhum pouco iluminado.
Então meus amigos que tinha mandei mensagens, liguei e nada... foi o um puta tédio jogar vídeo game ficar na net, fumar isso até uma 7 e pouco da noite, quando saímos pra conhecer alguns pontos turísticos, fomos no ver-o-rio e descobri que ele foi o primeiro aeroporto de belém “fluvial”.
Agora é uma praça, um porto, enfim, não entendi direito o que é agora, mas fomos pra la, na volta passamos pelo centro histórico de Belém, onde o que reina a vida noturna la são os lindos travesti, que ficam ridiculamente em cima dos carros mostrando sua bundas másculas.




Iauhdiauhduiashduiasd, juro, que por alguns segundos eu me apaixonei por uma deles, até o momento em que o meu cunhado desmascarou todas elas, então a risada foi imediata.
A parte mais engraçada da noite foi quando meu cunhado buzinou pro travesti e ele acenou e chamou.
Foi ilário.
Então voltamos pra casa, felizes e contentes. Então meu colchão molhou e dormi num outro onde minhas costas ficaram completamente fudidas e tive que fazer pedir pra minha mãe fazer uma massagem pra dar jeito, e não deu nada e a convivência com a minha tia já estava se tornando um saco, “enjoada, conservadora, autoritária”.
 Ela soltou logo sua agulhada:

-porquê você não dormiu no chão?

Eu cinicamente respondi: “porque estava muito frio!”.

Até que eu liguei pro Everton marcamos de nos encontrar na frente da casa de casa.
Fiz tudo o que tinha de fazer, e fui pra varanda quando ia acender um cigarro ele aparece.
Eu fiquei felizão quando vi, eu desci sorrindo e gritando pela casa, feito louco.
A tia do meu cunhado pensa que sou um don Juan... hahahaha
Disse pros meus pais que ia só dar uma volta pelo bairro e tomar umas cervejas com meu velho e bom amigo.
Daí nós fomos à casa de um outro amigo, eu me localizei perto da casa de quase todos que conheço e que morou em Monte Dourado.
 Agente foi e eu botando pilha pra gente beber, em plena tarde, então encontrei um ser de boina e cabelo vermelho, e um rapaz serio, calado e com a aparência de reservado.
Enquanto a garota era uma matraca...
hahahaha
Então tive o primeiro contato com Letícia e o Alex.
Então botamos tanta pilha que conseguimos levar Everton para um bar, um bar massa perto do bosque, onde era enfeitado com disque e com um bom pop rock nacional.
Primeiro pedimos uma Skol 3.50 “eu cheguei pro dono do bar e disse dar um chute no meu saco que dói menos”.
Então comecei a trocar idéia com o cara e ele gostou da idéia, e também por que na hora que eu fui comprar cigarro ele pediu pra eu comprar pra ele e trouxe o troco certo.
Então passamos pra glacial, que era 2 e uns trocados, tomamos bastante e ficamos meio baqueado quando surgiu um bolo de chocolate.
Ele disse pra gente que tinha um amigo dele chegando e se agente pudesse bater parabéns pra ele, seria uma boa.
Então fizemos o que pedimos e mais um comentário saiu de minha boa.
- cantamos parabéns e batemos palma, agora libera uma por conta da casa!

Hahahaha

Então deu a hora da Letícia ir pra castanhal e então eu fiz um comentário dizendo que eu queria conhecer castanhal.
Então eu do nada Alex disse que não conhecia, daí ficamos discutindo se íamos ou não.
Ficamos um tempo tomando a ultima, até que...

Ah, cansei!

Amanhã termino de contar a história.

Continua!



quinta-feira, 13 de maio de 2010

viajem pro casamento part.1 (A felicidade ressacada do tédio) escala em Macapá.

Belém, Belém... Lembro como se fosse ontem quando fui lá prestigiar o casamento da minha única irmã.
Não fizemos um vôo direto de Monte dourado pra Belém, somos “unhas de fome” de mais pra esses tipos de coisas.

Então fomos por Macapá, pegamos o ônibus e fomos chegamos ao final da tarde, e eu morto de ressaca, fui ver os amigos, fiquei na primeira parada e falei com um bom amigo que tenho, dei um tempo lá e fui pra casa da minha tia, ficamos lá até 11 da noite, pois iríamos pegar o avião das 1 e pouco da madrugada.
Cheguei ao aeroporto, doido pra sentar no saguão de espera, e tomar um belo café... Foi de boa sentei num lugar bem legal, com um clima agradavel, e logo surgiu uma garota que me chamou bastante atenção.
Um jeito delicado e inocente, e eu largado com uma de minhas camisetas femininas, calça rasgada e um coturno, e morrendo de sono, pois a ressaca e a viajem não ajudaram em nada.
Mas voltando a garota, e ela sentou na minha frente, eu fiquei um tempão tremulo, e com uma caneta daquelas que aperta aparece a ponta, aperta de novo a ponta some, enquanto isso ela trocava olhares comigo e tomava uma dose de refrigerante.
E eu comecei a escrever coisas na minha mão, na minha calça, peguei um bloco de papel (que se perdeu na casa da minha irmã). Daí eu fui pra lanchonete que tem no aeroporto peguei uma ceda e voltei ao meu devido lugar... Então comecei a desenhá-la...
E deixei um recado embaixo do desenho: - Desculpe por não sair perfeito, mas fazer o que? Estou tremendo de frio, e não tenho nada decente pra apoiar meu braço. Coloquei o meu msn e dei pra ela, ela riu de mim, mas não foi uma risada de mau gosto “pelo menos foi isso o que ela me disse horas depois”.
Então ela sentou do meu lado e começamos a conversar com se já nos conhecêssemos há anos, falamos sobre a vida, sonhos, planos, enfim tudo.
Então o vôo atrasou e não poderíamos sair de lá porque eles não davam nenhum tempo certo, então ficamos conversando até o sono chegar. Demorou um bom tempo e o sono chegou, ela segurou minhas mãos e encostou a cabeça no meu ombro, eu fiquei assustado com aquilo e ao mesmo tempo veio um singelo sorriso de felicidade, logo depois eu encostei minha cabeça na cabeça dela e dormir.

Minha mãe disse que parecíamos um casal de namoradinhos esperando o avião, chegar...
Então minha mãe me acorda desesperada, pra não perder o avião e nessa loucura, eu me despedir da doce garota, com um beijo na sua testa.
E a ultima visão que tenho dela é na hora que ela me dar um tchau baixinho.
Entro no avião e procuro um lugar pra sentar, mas antes disso ainda fiz uma velha piada só pra deixar meus pais e minha tia envergonhada.

Eu disse:
- Gente, onde que eu ato minha rede?
E com essa descontração decolamos, e eu danado esperando o wisky do avião pra ver se recuperava a energia que perdi em 2 noite e 1 dia, o que me ofereceram foi água e suco.
¬¬
Eu fiquei puto e pedi água, enquanto tomava uma dose de água, apreciava uma bela vista das nuvens e um lindo sol radiante. Coloquei meus óculos escuros, fiquei degustando a água, e olhando aquela bela paisagem natural...
E assim chegamos ao Aeroporto de Belém...

continua no próximo episódio!

 

sábado, 8 de maio de 2010

É né uma homenagem para ekas



Se dissesses que te amo mesmo com tantas intrigas?
como aquelas histórias,
que sei, me dizia quando ia dormir,
meus sonhos ainda vivem de suas palavras,
meu corpo ainda sente o seu calor
me cobrindo nas noites frias e escuras
que eu tinha medo...
Mas agora eu sinto...

estou sofrendo sem querer.
você corta minhas asas para que
não possa fugir,  para que
nunca tenha que olhar meus frágeis braços
se despedir de ti.

Tão estranho quanto nossas brigas
e te perder de minha vista
pra sempre
nunca te deixo me ver chorar
pra poder me entregar completamente ao mundo
pra me entregar aos vicios da vida
porque não gosto de esconder...

Durante esse tempo todo
você fez alguns querer
sem ver que estava errada
suas palavras as vezes faz-me emputecer.
Mas hoje faço tudo ao contrario...
mesmo sendo uma parte de ti
mas minhas palavras confundi tudo
mesmo seguindo outro rumo em nossas vidas...

Lembro de quando ainda era uma criança,  era super mimado por eles, mas sempre que pisava na bola eles me metiam uma bela surra.
me mãe sempre me protegia, me acobertava, me dava uma beliscada, até hoje ainda faz isso. hahahaha.
Enfim, hoje eu não estou aqui pra falar de mim, e sim delas, as supostas mulheres de nossas vidas, elas que são nossas advogadas quando nossos pais estão tiranos.
Acho que se dependesse de muitas mães, nunca sairiamos das asas delas.
Minha mãe e eu, temos um caso de estranho amor, toda dia nós brigamos, todo dia ela me expulsa de casa, todo dia ela joga coisa na minha cara.... hahahaha.
 Simplismente relevo, pelo fato de me ter colocado nesse caos, então cuide de mim...
(Pense o que quiser de mim, mas isso é o que penso e to pouco cagando para as tuas idéias.)
Mas no final do dia, quando ela vai dormi, e eu continuo apodrecendo na frente do pc ela vem me dá um beijo na cabeça e me deixa um boa noite... hsuhsushushsuhsus.

Até que gosto as vezes trato nossa relação aqui em casa como um daqueles jogos que ficam uns idiotas confinado numa casa.
Agora estamos mais calmos, antigamente qualquer briguinha era motivo pra passar semanas longe de casa.
Minha mãe na minha infânca sempre foi presente. Sempre me deu o que pedia, mesmo depois de anos. minha familia sempre foi estabilizada financeiramente, "não somos ricos" lembro na fase negra da familia em que sobreviviamos com pouco capital, pois meu pai estava sem emprego e com dinheiro começou seu novo negocio e comprou a casa onde vivo agora... ela conseguiu comprar minha bateria, tirar a carteira de motorista do meu irmão. 

E eu sempre nessa vida "junkie", nunca me preocupei muito, mas la no fundo quando estou longe dela bate aquela saudade, de nossas discurssões diárias, sempre sinto falta de sua maneira de cozinhar, enquanto conversamos sobre a vida na cozinha....

Enfim acho que tenho esse nojento sentimento chamado "amor" por ela....

"me deixaste nessa vida pra sofrer?"

E assim deixo minha singela homenagem a ela!

Paz, sorte e amor!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Perdido no meio do nada (durante 21 anos procurando lugar nenhum).


Eu não quero mais assistir esse filme em que agente ria tanto,
agora não tenho mais medo errar
pois nada destrói a minha rotina.
E nunca faço nada pelas leis da vida...
E não vou brincar só de amar, e não cantar só sobre amor.
Porque no fundo a melancolia nos envenena...

Se eu ainda fosse adolescente...
Ainda se eu fosse adolescente, 
eu viveria tudo outra vez!

Cheguei da Rua, sentei no chão e comecei a ouvir Ramones.
Sabe? Agora lembro quando falávamos do futuro como um
Trabalho de final de semana badalado!
Velho amigo, vivo tão nostálgico...
Que até o final de uma maldita novela me deixa entristecido
Já nem sei, mas como acompanhar aqueles
que conviveram ao meu lado.
E por mais que eu tente mudar o mundo
eu serei o mesmo garoto tolo
Que passou a adolescência sonhando.

Alguém sempre irá julgar
seu conservadorismo prende nossa liberdade
suas antigas leis ainda são nossas inseguranças
que sempre acaba incriminado alguém que se veste diferente
foda-se, dane-se
suas idéias já são ultrapassadas.
Foda-se, dane-se
eu quero viver a minha vida!

Largue tudo e viva,
pois se não curtir
vai ficar sem experiência pra sorrir.
Vamos pegar uma barca
sem sentir o tempo, como uma poesia
que lembre de nós mesmos. 

          B.P

segunda-feira, 26 de abril de 2010

viver no tédio nos torna um poeta

não posso deixar para depois
me sinto tão covarde e fraco
precisamos ter um bom dia de novo
quero caminhar  e falar da nossa infância
de nossas intensas aventuras na juventude
como uma simples estação do ano ... tudo passa
e recomeça outra vez
minhas poesias não podem tocar teu coração
minhas palavras vão poder te confortar?

como um anjo que toca o chão eu vejo você
nossas infinitas lembranças me fazem sorrir
estarei sempre de pé e pronto pra mais uma batalha com você
porque nada nessa vida me deixa mais
feliz do que lembrar dos velhos tempos

historias de heróis não me fascinam mais
sou uma criança adolescente
que so quer ver o mundo de uma forma positiva
veja o inverno chegou
todos jantam sobre mesas em suas casas
lareiras acesas, e verdades no olhar
então deixe-me entrar
minhas poesias não podem tocar teu coração
minhas palavras vão poder te confortar?

não somos mais crianças...


mauricio "chera" diz:
eu simplesmente quero te contar o quanto sinto sua falta!
que mesmo depois desses anos agente ainda se dar bem, somos bons amigos
"pow velho! tuh é o meu melhor amigo...
 tuh sabe disso!
 Antes era tudo tão facil, agora eu vivo nessa merda de rotina
 mas sempre que te vejo em mtd  tudo volta de novo sacas
 o mesmo sentimento a mesma zuação!
 mas infelizmente tudo acaba!
 e parece que mesmo as ferias sendo foda e tals!
 uma hora até isso vai acabar!
 pq tudo passa!

 SAUDADE DA NOSSA INFANCIA!
 DE JOGAR PLAY CONTIGO!
 DE FAZER MERDA!
 DE TOCAR!"

E eu lhe pergunto:
- só isso?

E ele diz:
-Ta de sacanagem, seu fudido!?

e eu lhe respondo com todo carinho:
-É sério, seu filho da puta!


 Ele me ama! hahahahahaha.
eu dou risadas assim, mas e legal saber que exitem pessoas que sente saudades da outra.
sou uma dessas pessoas, vivo com saudades das pessoas, do passado, e até mesmo do que não me aconteceu, fiquei super feliz quando o Mauricio "cheira" escreveu isso pensando em mim...

Agente sempre sempre teve um boa relação, sempre fomos bons amigos, quer dizer sempre não no inicio se eu tivesse com ele era discurssão na certa.
Ele namorava uma garota que ja estudou comigo e talz, e sempre tratei ela como trato qualquer outra garota que eu tenho otimas convivência, então ele ficou enciumado dela "ILUSÃO, NESSE MUNDO É QUERER SER DONO DE ALGUÉM", mas entendo o lado dele, na boa depois nos entendemos na boa, e ta ae o resultado de tudo, somos bons amigos.
Eu sempre levo comigo que uma boa conversa resolve tudo.
Hoje ja dou atenção as pessoas, me considero amigo de muitas pessoas até pessoas que conheci pelo msn.
Gosto disso, sempre estou disposto a ajudar alguém.
Mas voltando o assunto desse verso, lembro que sempre ia pra casa do "Cheira", eu atravessava a cidade só pra ir na casa dele, que se localizava na puta que pariu, de esquina com a rua onde judas perdeu as botas.
se fosse um pouco mais longe você chegaria a um portal que te leva para o inicio do universo.
Eu ia la só pra jogar video game com ele e conversarmos, hahahahaha. "Bons tempos do tony hawk's 1 e 2, onde eu dava uma surra em todos que apareciam por la". hahahahahahahaha.
uma vez em um carnaval, não me recordo direito o ano, talvez seja o de 2005.
Decidimos roubar coco e disso o dono da casa decidiu chamar a policia não me pergunte o pq que eu tbm não sei, só sei que foi um dia tenso pra caramba, eu bricando de foragido junto com o Cheira e mas uma penca de muleque.
foi massa!
Ele é o cara que mais converso pelo msn dos meus amigos da época, e todas as férias ele vem encher meu saco, só que sempre tenho uma viajem planejada e deixo ele na mão com a futura escória de MTD.

Hahahahahahahaha.

eu sempre fiz isso de sumir, e isso é uma coisa que nunca quero perder.

Sorte e amor!
abraçus

domingo, 25 de abril de 2010

Nem todas as coisas que eu escrever dirá tudo



Every day when I meet her
I will tell you all the pretty phrases that I know
I'll lay beside you every night
Not like will not matter
you're my memory of a future that think never

We will overcome all footsteps on the ball I take
and you say
"His missteps are crazy"
I look at you like a boy without arms
So shed tears of apology and kiss him
I'll always be by your side,
even at the oddest hours.

When you are in trouble to help me.
Before the madness I dominate
So we are two crazy in a different world
Hey, I can not abandon you,
not in a thousand years

sorrow not in anger surrounding,
says you're fine, we're soft.
Somehow you're part of my life.
I never imagined this would happen
Everything is so cool.
Yes, everything is cool and different.



PS: E outra vez começo a semana bem!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Insone



Quando você se vai surgi uma ânsia que me consome
E tudo sai diferente do que planejei.
Sempre que sinto que vou te perder,
me sinto impotente e vulnerável.
Agora estou sonhando acordado.
Mais uma noite sem dormir,
mais uma noite sem você,
contigo quero ir além, até o fim!
Estou inquieto e assustado,
esperando que a noite passe bem rápido.
Tire essa dor que me sufoca,
que me deixa cada noite mais frustrado.


Ps: Essa minha poesia ja diz tudo sobre meu problema de insônia!

abraçus

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Em Linha Reta



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

                                                         (F.P)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Canção da juventude

 Dvagabundos (2006) 1° ensaio
 
                      (Hugo: voz/ Clezio: guitarra/ eu: bateria/ Kleber: baixo)

Canção da juventude
(letra:Billy Podre)

Aquilo que de cada tempo passado
Quando na vida direita não há brigas, nem coisas belas.
eu sempre desejo algo mais, 
do que ficar jogando coisas através de minha vida.

Domine seus demonios, 
deposite um pouco de coragem em si próprio.
A vida é bela como você é hoje,
possua uma vida de verdade.

Essa era encontrada por nós está tão confusa.
O que eu procuro longe, 
acabo encotrando aqui mesmo meio que sem querer
Cada pequena paz escondida de mim acaba se tornando um segredo
Talvez aquele plano de lutar por você tenha acabo.
O melhor realmente é te deixar ir!

Quando eu fiz essa letra em 2005, estava numa vida junkie, e ela talvez seja a unica coisa que tenho escrito  que sobrou daquela época. Perdi muitas coisas.
E essa letra fala muito daquela época, procurei expressa o maximo o que tava sentindo naquele momento, assim como faço hoje.
lembro que ela foi bem rejeitada pelo Kleber guitarrista da primeira da banda que toquei "A oitava", e ele que presou por algo mais pop, mais anos 80, (não que eu não goste dos anos 80, muito pelo contrario.)
Então Aquela época eu batia muito de frente com o resto da banda, eu era uma pessoa arrogante ao extremo por causa dos vicios, e queria levar muito a sério a coisa, por conta disso fazia tretas com outras bandas, manipulava todo um jogo entre a minha as outras. 
Disse um amigo meu outro dia: "-Billy tu era gala seca pra caralho!"

Mas voltando a musica, na época eu tinha acabado um relacionamento e quando escrevi isso eu mostrei pro Kleber, ele me disse que isso era pra minha ex namorada (que besteira).
mas na verdade é que essa é uma das letra é uma das mais adolescentes que ja fiz.
Quando somos adolescente e temos todas aquelas desavenças passageiras com nossos pais sempre idealizamos um lugar melhor, sentimos que aquilo está errado, quando não é verdade e quando encontramos um pequeno amor e queremos ficar, e esquecemos todos os problemas, deixamos de sofrer por
e deixamos de nos martirizar.
A vida é tão bela quanto a juventude, e ser jovem é ter pelo menos um pouco de coragem pra pular os muros da vida, os problemas carimbados em nossas costas, e tem o lance do "Maria vai com os outros", os que parece não ter uma vida de verdade, modistas que parecem sofrer de algum problema, que só segui a risca o que passa na Tv. Aqui na cidade estou cansado de ver gente assim, assim como em outros lugares, pessoas que querem posar de tal e não sacam nada de som e nem como surgiu o tal estilo, ja toquei com pessoas assim tbm, que só queria tocar o que estava na moda, o que estava tocando em programas de Tv, novelas e radios... (nessas horas agradeço de como musico ter sido uma pessoa chata e que batia de frente com o resto da banda.)
Tudo pra mim ao mesmo tempo era confuso, pois eu nunca sabia o queria, e nunca vivia em paz comigo mesmo, acabava entrando em contradição, e eu acabei me tornando uma pessoa meio fechada, deixei de contar segredos pros meus amigos, e tentava mostrar que eu estava bem, sempre brigava com os amigos mas no final via que era bobeira minha querer mudar a idéia e a vida de alguém e deixava os amigos seguir a suas próprias vidas.
 Talvez muitas bandas que toquei como a Dvagabundos, não época não deu certo por que idealizavamos muitas coisas, viviamos mudando o rumo da banda.
Lembro que eu desisti de tocar com a Dvagabundos no inicio de 2007, que era banda de amigos e entrei numa banda de garotas (quase na mesma época) por egoismo mesmo, sai sem dar nenhuma explicação, ou um motivo obvio deixei, o tempo mostrar.

Agora olho pra la e vejo o quão tolo fui trocar uma banda de amigos, pra tocar com pessoas que tinha bem dizer tinha acabado de conhecer, não digo que foi ruim como integrante de banda pois não foi tocamos varias vezes em eventos importantes da cidade e tivemos patrocinio, mas não era o que realmente aquilo que eu queria, queria algo mais a ver comigo, e havia muita dor e sofrimento, havia muitas brigas entre eu e o resto da banda e isso foi afetando a amizade que peguei com elas depois, por causa da minha dificil convivencia.
depois que sai da banda Rock School que no final passou a se chamar Sem limites em 2008, e junto com o fellipe inventamos a Molotov - 77 as coisas ficaram um pouco mais diferente não ouve brigas, nem discurssões, talvez por que aquilo era o que eu realmente queria, estavamos tocando uma coisa que eu realmente gosto.
E com a Libertários ta sendo melhor ainda, além de tocar o que gosto, eu faço isso com pessoas que na época eu nem me imaginava tocar com eles (que irônia!) evoluimos e decidimos tocar de uma vez por todas músicas nossas, ao contrario das outras que toquei que só tocavam covers, não procurava evoluir e sair daquela mesmice e continuar na mesma hierarquia da região. Agora as coisas mudaram pessoas que começaram a tocar junto comigo agora ja fazem músicas próprias em suas bandas.
Hoje ja estou melhor ao invés de discursão, ja existe conversas e procuro entender as outras pessoas, não sendo um egoista idiota, pensando só no que eu gosto e foda-se os outros.

Abraçus e cheiros
Paz, sorte e amor!
(Billy)

                                                         1° ensaio casa do hugo (2006)

Hugo, Klezio e eu 2° ensaio (2006)

3° ensaio (2006) participação da Jú.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

love song


I caress the skin of Ana
I feel your touch on my lips
We're unprotected by the attacks of destiny
Her eyes in my life every day are more alive
Before all this happened I was living just for living
Now I want to feel your hands on my
Day by day we plan ou lives
His whole idea is felt by my heart
The fragrant smeel of your body
It's the relief of my vices
His eyes seem to me to decipher in parts.
Take this longing to go
She chained in a prison without walls
You're my deepest dream
Of a normal life that never wanted to follow
Let's sleep every morning.
Yes we will be insane, decent and drawbacks.
Dream and write, I promise your goodness
We met by coincidence.


só pra começar a semana bem!